Depois de Harry Potter e Senhor dos Anéis os produtores de Hollywood tentam descobrir a formula do sucesso para as adaptações literárias, em meio a alguns fracassos surgem os Crepúsculos da vida e mesmo que esses não sejam unanimidades, rendem um bom dinheiro. Eu Sou o Número Quatro então tenta seguir essa trilha do sucesso e conta com o diretor D.J. Caruso que substituiu Michael Bay, já que este teve que abandonar o projeto para dirigir o terceiro Transformers.

Para contar o seu filme Caruso (Controle Absoluto, Paranóia) convocou Timothy Olyphant (Rango, Hitman – Assassino 47, Duro de Matar 4.0) que faz o papel do mentor do N° 4. Alex Pettyfer (A Fera, Garota Mimada) vive o personagem principal e divide a cena com as belas Teresa Palmer (O Aprendiz de Feiticeiro, Um Faz de Conta que Acontece) que faz o papel de N° 6 e Dianna Agron (Burlesque) que faz o seu par romântico.

No filme nove jovens alienígenas, que se parecem muito com humanos, saem de seu planeta-natal, Lorien, que está ameaçado, para se esconder na Terra. Os Mogadorians são a espécie invasora responsável pela destruição de Lorien e decidem perseguir os sobreviventes até o planeta Terra. Cada um dos nove alienígenas começa a desenvolver poderes sobrehumanos assim que viram adultos.

Todos eles tem um número e só podem ser mortos na sequência certa. Até agora, Um, Dois e Três já foram mortos. Número Quatro (Alex Pettyfer), conhecido entre os humanos como John Smith, muda-se para Paradise, no estado de Ohio, disfarçado de estudante colegial. Na escola, ele conhece Sarah Hart (Dianna Agron), uma doce garota que quer ser fotógrafa. Após fugir durante toda a sua vida, Número Quarto se apaixona por Sarah e agora tem um motivo para parar de fugir.

Acho que um dos grandes méritos do filme é não tentar apressar nem exageram muito as coisas, passamos a conhecer e nos identificar com os personagens principais e isso gera não só uma só sensação de mais intimidade mas acima de tudo mais aproximação com eles. Os atores ainda são jovens e não tem muito o que se exigir deles em termos de atuação, mas ninguém chega a comprometer. Os pontos altos da trama são claro a qualidades dos efeitos especiais (graças ao trabalho da ILM empresa do Sr. Geroge Lucas), boas cenas de ação e uma trilha sonora bem legal.

Eu Sou o Número Quatro não é filme que vai revolucionar o cinema e não vai fazer falta na filmografia de ninguém, ao mesmo tempo a pessoa que for assiti-lo não vai sair incomodado do cinema. De um modo geral é um filme despretensioso, divertido e simpático, ganha pontos principalmente por manter um bom nível de produção. Nesses dias em que a chuva vem caindo mais forte é uma boa pedida ir no cinema e apostar nesse que deve ser o início de uma nova saga para o cinema.

por Silvano Vianna CinemaDetalhado

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