Roberto Camara Jr. é consultor de projetos em Mídias Sociais, quase um nerd, ex- indicador de filmes em vídeo locadora (primeiro emprego aos 14 anos), é completamente apaixonado e pode ser encontrado pelo twitter @robertocamarajr e em http://about.me/robertocamarajr


O Grande Ditador
Para se ter uma ideia da visão que Chaplin tinha apesar de O Grande Ditador ter sido lançado em 1940, ele começou a ser produzido em 1937, cerca de 2 anos antes de Hitler invadir a Polônia e começar a 2ª Guerra Mundial. Na época, o mundo inteiro ainda tentava entender o que estava acontecendo, enquanto judeus já eram assassinados em massa em campos de concentração.

Cinematograficamente, não há o que se discutir. A decisão de Chaplin em produzir um filme ainda em preto-e-branco (já existiam filmes a cores na época), dá a obra um ar sóbrio, mesmo sendo uma das mais inteligentes comédias já escritas. O discurso final do barbeiro/ Hynkel, deveria ser obrigatório à qualquer Chefe de Estado no dia da sua posse.

Moulin Rouge – O amor em vermelho
Buz Lurhmann ( o mesmo que escreveu o clássico dos discursos de formatura, “Use filtro solar”) conseguiu trazer de volta algo que não se via há décadas: O clima dos grandes musicais. Não é a toa que Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, liberou “Smell like a teen spirit” para fazer parte da cena de apresentação do filme. Fui criado com os clássicos de Fred Astaire e Gene Kelly, que meu pai gravava para rever, nos corujões de sábado a noite e por muito tempo senti falta de algo que me deixasse cantarolando as músicas dias depois de ter assistido ao filme. Isso sem contar, claro, com a forma como  ficção e realidade se misturam, colocando personagens reais como o pintor Henri de Toulouse-Latrec e, claro,  o próprio cabaré que dá nome ao filme.

A história de amor entre Christian e Satine, o inocente e a cortesã (palavra bonita para aquelas senhoras de vida nada fácil da profissão mais antiga do mundo), o romantismo e o modernismo, a arte e o avanço tecnológico em uma história onde é impossível não se apaixonar.

Por um fio
Este é o tipo de filme em que você tem vontade de matar o produtor. Não por que o filme não é bom, longe disso. Não por causa de algum erro gritante na continuidade, escolha do elenco, direção, roteiro ou o que for. O maior problema deste filme é que ele não cabe somente em um filme. É o tipo de obra em que você termina com a certeza de que isso vai, pelo menos, virar uma série de Tv. E não vira.

Para mim é impossível pensar em qualquer outra pessoa do que o irlandês Colin Farell no papel do promoter Stu. Talvez um americano não fosse capaz de transmitir a arrogância, o desprezo pelos outros, as artimanhas e a traição do personagem com o mesmo ar de ego-centrismo que ele tem, sem parecer falso.

Engana-se, porém, quem pensa que ele é o personagem principal do filme. E é esta uma das maiores surpresas desta aula de cinematografia, onde é preciso prestar atenção em todos os detalhes. Os diálogos entre Stu e o “ligador” (sem propaganda de companhia telefônica alguma aqui), conseguem te prender de forma absoluta. Hitchcock estaria orgulhoso.

Cidade de Deus
Será que existe algo para ser escrito sobre este filme que não tenha sido dito antes? O filme que levou não somente alguns atores ao estrelato mas colocou um diretor brasileiro no mesmo nível dos grandes diretores internacionais. Cidade de Deus, no mínimo, mudou a a forma como cinema é feito no Brasil, e isso já vale e muito.

O Poderoso Chefão (A trilogia)
Todo homem deveria assistir a trilogia d’O Poderoso Chefão, ao menos uma vez por ano. Se puder ser com seu pai, avô e/ou seu filho ao lado, melhor ainda. As mulheres que me perdoem mas esta é uma saga para homens. Está certo, estou falando de uma série de  filmes sobre a máfia. De traições, torturas e assassinatos. Mas acima de tudo, uma história de honra, tradição e amor a família em níveis que me são difíceis de explicar.

A luta de Michael Corleone para sair do lado negro da força… Oooops! da criminalidade e legitimar a família e a angústia por não conseguir fazê-lo, misturados ao remorso e a saudade que sente o transformam em um dos personagens mais profundos da cinematografia. Uma aula de atuação do mestre Al Pacino.

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Cine Humor

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