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Um horticultor e veterano da Segunda Guerra Mundial de 90 anos é pego transportando uma quantidade de cocaína equivalente a $3 milhões de dólares para um quartel de drogas mexicano. [Sinopse]

Esta incrível história é (inacreditavelmente) baseada em fatos reais, mais especificamente na reportagem “A mula de drogas de 90 anos do cartel de Sinaloa”, publicada em 2014 pelo jornalista Sam Dolnick no New York Times. Óbvio que entrou uma boa dose de licenças poéticas, como toda a parte da comédia, o verdadeiro Earl não era nem de perto tão engraçado, ele não viajava sozinho, mas com seus ajudantes mexicanos do seu negócios com rosas, e o período também não foi só (algo em torno) de um ano, mas de dez anos. São apenas mudanças em prol de uma melhor fluência no cinema, mas nada que desabone a historia.

Seu personagem é uma variação atenuada de outro personagem seu, Walt Kowalski de “Gran Torino”. Ele continua durão, racista, antissocial, um verdadeiro rabugento, mas aqui não é violento, é meio abobalhado e até doce. É muito fácil se afeiçoar com ele. O filme é ele e esta situação surreal, e assim não sobra muita atenção para as outras 2 subtramas, nem a policial (Bradley Cooper e Michael Pena desperdiçados) ou na familiar (apenas Dianne Wiest, sumida, tem um destaque bacana).

Poderia ser um filme tenso, duro, sério, até com outro ator, não que Clint seja ruim, muito muito pelo contrário, e seria um filme completamente diferente, ainda que falando da mesmíssima historia, mas não, é sim um filme com Clint, seu jeitão como ator e principalmente como diretor, o que desta feita resulta em um road movie bacana, quase um feel good movie, só não é bem, digamos, edificante né?

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