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Billy Batson tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar em um super-herói adulto chamado Shazam. Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Silvana. [Sinopse]

Surpresas! Adoro ser surpreendido positivamente. É o antidoto para todas as frustrações, os “nhéns”, os “bate-fofos” que volta e meia os hypes criados pelas campanhas de marketing nos fazem cair. Confesso, não esperava absolutamente nada de Shazam, a ponto de ir ver no automático, com uma pontinha de curiosidade, vontade de estar errado e para me habilitar a escrever esta crítica. Não era má vontade, apenas desinteresse num personagem do terceiro escalão dos quadrinhos com um trailer que não conseguiu sintetizar o espirito do filme.

Na verdade, mesmo com os recentes acertos de “Mulher Maravilha” e “Aquaman”, achei que a DC tinha tomado novamente uma decisão criativa ruim, pois pelo trailer tive a nítida impressão que eles queriam imitar “Deadpool”, e sem Ryan Reynolds para dar uma ajudinha né? Seria um desastre, mas, ledo engano, pois as semelhanças com Deadpool se limitam apenas ao subgênero “comedia zoação”.

O tom é completamente diferente do da Marvel. Não há quebra da quarta parede (personagem falando com o pubçico), violência explicita, sangue jorrando, palavrões, escatologias, nada disso, é como se a DC tivesse decidido ir na direção oposta do Deadpool (que quis declaradamente ousar a ter uma classificação indicativa para maiores de 16 anos) fazendo sim um filme engraçado e zoado, mas espirituoso, fluido, convenhamos, muuuuito mais família do que o filme da Marvel. Todo o clima nos remete a uma boa sessão da tarde dos anos de 80, sem ser forçado, sem apelar para toda iconografia desta década.

O elenco está perfeito, um case de “perfect match”. Zachary Levy encaixou como uma luva neste contexto “Quero ser Grande”. O elenco coadjuvante dos irmãos adotivos de Billy Batson está nada menos que sensacional, desde o excelente “sidekick” Freddy até a falastrona, o asiático gênio, a teenager e o caladão. O vilão tem Mark Strong no modo automático, mas muito bem interpretado e assustador.

Enfim, finalmente a DC Comics tem seu filme “zoeira sem limites” para chamar de seu. Tem também seu terceiro sucesso em sequencia ainda pode se gabar que arriscou se aventurando num novo subgenero. Acho  que acabou a moleza para a Marvel…

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