A trajetória de como o tímido Reginald Dwight (Taron Egerton) se transformou em Elton John, ícone da música pop. Desde a infância complicada, fruto do descaso do pai pela família, sua história de vida é contada através da releitura das músicas do superstar, incluindo a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional Bernie Taupin (Jamie Bell) e o empresário e o ex-amante John Reid (Richard Madden). [Sinopse]

Dois astros da música pop mundial. Ambos da Inglaterra, feiosos, viciados em sexo e drogas, homossexuais, com sérios problemas paternos, empresários vilanescos, que surgiram entre as décadas de 60/70 e estouraram mundialmente na década de 80. Suas cinebiografias estão separadas por um período de 6 meses, ambas orquestradas por Dexter Fletcher, que dirigiu “Rocketman”, esteve na produção de “Bohemian Rhapsody”, e finalizou o filme na direção (apesar de não creditado) após a saída conturbada de Bryan Singer, e ambos com um momento marcante da vida dos dois mimetizado em cena, o show do LiveAid e o clip da musica “I Still Standing”.

Sim, são muitas semelhanças, muitas mesmo, e os filmes serão inevitavelmente comparados em busca do melhor e pior. É uma pena, não deveria ser assim, são dois ótimos filmes, que apesar das semelhanças tem na sutis diferenças seu pontos de maior destaque. Elton tem um filme (um tiquinho) mais contido, introspectivo, que joga menos para a galera.

Percebe-se claramente a tentativa do diretor em tornar os filmes menos semelhantes, mas o que tornou o filme verdadeiramente diferente foi o fato que Elton John está vivinho da silva (há poucos anos se apresentou na Arena Fonte Nova), e isso faz toda diferença. Primeiro porque Fred Mercury vive no nosso inconsciente, na nossa memoria coletiva, no esquecimento dos vexames e na lembrança seletiva das coisas boas. Por si só já seria difícil competir. Acrescente ai o fato do próprio Sir Elton John estar presente em todas as etapas da pré-produção, da produção em si, e também da pós-produção, ou seja, houve influência direta dele. E, alvissaras, ele optou que “Rocketman” fosse uma versão muito menos “chapa branca”, menos clipão, do que “Bohemian Rhapsody”.

E, enfim, precisamos falar de Taron Egerton… ele mesmo que já havia interpretado no gogó a musica “I Still Standing” no desenho animado “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta”, retorna com aquela verdadeira fenda entre os dentes frontais de Reginald Kenneth Dwight (nome verdadeiro do astro) de forma assombrosa. Sem imitar Elton em nenhum momento, criou sua própria versão, com todos os trejeitos, figurinos (!), manias, tons de voz, e muita competência na interpretação de todas as musicas. Desde já candidatíssimo ao Oscar.

É um deleite para os olhos, uma sinfonia para os ouvidos. Seja você fã (eu sou!) ou não, compare ou não com o filme do Queen, goste ou não de musicais, este filme vai muito além de cantarolar no cinema, de ser uma simples cinebiografia de um astro complicado da música. Ótimas inserções de “Crocodile Rock”, “Tiny Dancer”, “Don’t Go Breakin’ My Heart”, “Your Song”… E olhe ainda faltou um monte de música que não encaixa no roteiro. Clássicos como “Nikita”, “Sacrifice” e todas do “Rei Leão”. É um verdadeiro show!

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