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Cinebiografia de Ted Bundy (Zac Efron), serial killer que matou, pelo menos, 30 mulheres em sete estados norte-americanos durante a década de 1970. Bundy se tornou famoso em todo o país, em parte por causa da fama de sedutor, que levou a conquistar várias fãs, e em parte por ter efetuado sua própria defesa nos tribunais. A trajetória do psicopata é contada pelo ponto das mulheres que amou: Liz Kendall (Lily Collins), com quem se casou, e Carole Ann Boone (Kaya Scodelario), amante que o apoiou durante o longo julgamento nos tribunais.
[Sinopse]

Ted Bundy foi realmente um caso, digamos, peculiar. Não pelos seus horrendos assassinatos e crueldades, dos quais não há absolutamente nada além de maligno a se salientar, mas em relação a personalidade inusitada dele. Bonito, calmo, elegante, muito inteligente e com um carisma incrível, definitivamente não “encaixava” no perfil de uma pessoa extremamente violenta. Talvez por isso tenha sido um dos primeiros casos de serial killer amplamente coberto por um show de mídia, ainda que tímido, é verdade, mas sem precedentes.

O roteiro escolhe abordar rapidamente o encontro dele com Liz. Vemos um sujeito afável, calmo, nunca violento, devotado a uma filha que não é biologicamente sua e feliz. É muito difícil enxergar um monstro ali. Então também de forma rápida a história evolui a sua prisão pelo seu primeiro crime, sem que em momento algum Ted seja mostrado praticando os crimes em si, o que não nos cria uma falsa ilusão da sua bondade, pois também são mostradas evidências inequívocas dos crimes. A escalada de crimes, evidencias, fugas espetaculares e o amor ingenuo de Liz somente crescem. Por fim, no terceiro ato, com os crimes na Florida finalmente temos o julgamento em si, o circo da mídia, seu envolvimento com Carole. Mas Ted se mantem impassível, esperançoso, irônico, estratégico, um verdadeiro duro na queda.

Cercado por uma polêmica de uma suposta “glamourização” de alguém tão maligno, o filme emula alguns momentos já mostrados nas série documental “Conversando com um serial killer: Ted Bundy” do Netflix, e realmente escolhe não satanizar Bundy ao ocultar tudo relacionado com os crimes, o ato em si, armas, cadáveres, sangue, talvez justamente para que o julguemos sem a necessidade desta contaminação, mas, sinceramente, não vi como glamouroso, apenas sob um outro olhar, no ser peculiar, midiático, auto-emplacado.

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