Acho que é saudade

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Kiss Me

 

Eu queria falar sobre nós.

Acho que o assunto é saudade, mas não tenho certeza.

Na verdade eu tenho. É saudade, sim.

Mas não sei se é de você ou do que éramos juntos.

Saudade do que você me fazia sentir.

Não sei se é nostalgia, dejà vu ou até uma tristeza disfarçada.

Será? Não. Parece mesmo saudade, mas não sei explicar.

Nossa história é resolvida e concluída, mas ficou uma folha perdida que não foi encadernada.

É nela que eu escrevo quando você vem à minha memória.

Sinto falta de como você me amava, acho que é isso.

Mas não sei… acho até que outros me amaram bem mais.

Só que é de você que eu lembro vez ou outra e quase sempre.

Eu lembro de como você coçava o queixo, do seu tênis preferido, da posição que dormia.

Mas acho que é porque tenho boa memória, não dá pra ficar na neura que é saudade.

Não sei…

Hoje eu queria sentar com você, bebendo qualquer coisa e relembrando a nossa história.

Porque se tem uma coisa que a gente sabe fazer é ignorar o que foi ruim e rir novamente de tudo o que foi engraçado.

Juro que passaria a noite inteira nesse papo.

Talvez eu quisesse segurar a tua mão ou chegar um pouquinho mais perto pra sentir teu cheiro.

Sei lá… talvez nada disso.

Talvez eu pedisse pra você fazer aquela massagem que aliviava a tensão dos meus ombros. Não ia te custar nada, eu acho.

Talvez…

Acho que pediria pra você dizer alguma coisa que me aliviasse isso que penso ser saudade.

Não sei.

Seja lá o que for que me aperta o peito nesse momento, só aliviaria com a tua presença.

Talvez tudo passe amanhã, daqui a cinco minutos ou no ano que vem.

Não sei. Talvez. Certeza mesmo só que é você quem me causa todas essas indecisões e essa saudade de tudo e nada que nunca consigo explicar.

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Inútil metamorfose

Passei muito tempo tentando mudar e melhorar para te agradar.

Mudei o cabelo para um corte mais moderno e uma cor que chama mais atenção.

Emagreci quando você me achou cheinha. Engordei quando me chamou de esquelética.

Me inspirei em mulheres fashions para parecer descolada. Mudei e preferi ser clássica quando você elogiou a Renata Vasconcelos.

Vi filmes que não me interessavam para ter o que conversar com você. Li livros da sua área para entender melhor o seu trabalho.

Trabalhei exaustivamente o meu jeito impulsivo, ciumento e o meu excesso de cuidado. Decidi não ser tão carinhosa para combinar com o seu jeito frio.

Fiz de conta que não era importante ouvir elogios seus ou receber gentilezas. Deixei de lado velhos hábitos que me faziam feliz como tomar um café no fim da tarde, já que você não gosta de café.

Parei de ouvir a minha playlist do John Mayer para não ter que te ouvir repetir todas as vezes “esse cara é chato”.

Fui mudando tanto que chegou um momento em que quase não me reconheci. Na verdade, a minha essência era a mesma, só peguei uma fita crepe e fui empacotando pedacinhos de mim que não te agradavam.

Imaturidade? Não! Eu já era madura o suficiente e fingia pra todo mundo que as mudanças eram por mim, que eram evoluções da minha personalidade.

Porra nenhuma!

Só depois que passou a “doença” que eu sentia por você é que descobri o quanto fui ridícula. Antes tarde do que nunca.

Tanto fiz para parecer melhor e o que eu mais queria era que você gostasse de mim do jeito que sou.

Depois dessa pós graduação em como-ser-uma-babaca-para-agradar-um-babaca é que percebi que não tenho que mudar mais nada por ninguém.

Agora melhoro por mim, mudo o que já não me faz bem, mas não o que acho que os outros gostariam que eu mudasse.

Nunca mais usarei dos remendos e das máscaras. Essa sou eu em corpo, alma, defeitos, qualidades e amor próprio.

 

Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Não era pra ser

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Purple Rain_Adam Levine

 

Não era pra dar certo mesmo.

Você já chegou dizendo que não ia ficar, que não estava pronto e que não era hora de entrar em um novo relacionamento. Eu te olhei, escutei e me calei, mas até hoje ficou uma pergunta ecoando aqui dentro: e existe hora para um novo amor chegar?

Eu não participei do seu namoro anterior, não estava presente nas crises de ciúmes dela, não desvalorizei quem você é diante dos seus amigos, não estava na fatídica briga da casa de praia nem nas vezes que você foi humilhado por ela. E por que eu tenho que respirar as consequências disso tudo?

Contar sobre o seu relacionamento conturbado não faz com que as pessoas tenham obrigação de soprar as suas cicatrizes. Respeitar sim, mas viver em detrimento delas, não.

Muitas vezes te ouvi segregar verborragias sobre a sua ex e depois de tudo dizer que ela era uma egoísta. Desculpa, mas egoísmo é o seu em achar que eu preciso aceitar o seu momento, sufocar o meu amor e não ter expectativas.

Não confunda sinceridade com falta de bom senso. Ter começado a nossa história com todas as suas conjunções adversativas não tornou nem um pouco mais fácil o final desse capítulo.

Você não se permitiu sequer saber como era o meu jeito de amar, a minha forma de agir, a minha maneira de significar o “estar junto”. A sua cegueira estúpida te impediu de enxergar o que poderíamos ter sido.

Não era pra ser mesmo, mas eu quis muito que fosse.

Segui até mais do que devia, aguentei mais do que pude, mas paciência para papel de trouxa nunca esteve na minha lista de qualidades.

O mais engraçado é que todas as vezes que você me beijou, me amou, dormiu nos meus braços e compartilhou dos meus momentos, não me pareceu falso… por mais contraditório que seja, eu te senti inteiro.

Acontece que para você deve ser mais fácil continuar apegado a um passado ruim e cinza que se permitir viver novas e boas sensações. Tem gente que é assim, precisa se alimentar diariamente de mágoas e ressentimentos.

E nisso, felizmente nós não combinamos.

Siga o seu caminho olhando para trás e revivendo o que te fez mal. Eu vou continuar o meu seguindo sempre em frente e desistindo do que não me faz bem.

 

Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Amor que fica

Dizem por aí que amor que fica é amor de P#&@, mas peço licença para discordar dessa informação. Quem disse isso não entende nada sobre amor, muito menos sobre sexo ou P#&@.

Alerto às patrulhas de plantão que não estou generalizando comportamentos ou dizendo que sexo não é importante, apenas me baseando em histórias que conheço, já vivi ou ouvi. É óbvio que cada um sente de um jeito e classificam suas prioridades.

Mas me acompanhe:

Tem aquele sábado à noite que ela está em casa empacotada na camisa velha do ex e só quer mesmo uma boa transa. Curiosamente, é fácil conseguir. Basta olhar a agenda do celular e detectar aqueles PAs e convidar para uma passada rápida. A maioria deles adora essa comodidade, afinal sequer precisam convidar para um jantar ou barzinho, quando é ela quem chama já fica dispensado esse velho disfarce que antecede o coito.

Essas ocasiões tem a sua importância e faz bem sim, mas nem por isso ela estará morrendo de amor no momento em que o crush cruzar a porta e ir embora. Mulher também pode encarar sexo como putaria ou apenas satisfação dos desejos da carne.

Só que ela pode transar com o mesmo cara várias vezes e ser maravilhoso em todas elas, mas se apaixonar… Ahhh aí só naquele dia em que ele ligar dizendo que sentiu saudade ou quando ele reparar na cor dos olhos dela ou quando ele mostrar que se interessa por quem ela é além do corpo ou quando ele deixar claro que ela não é apenas mais uma ou quando ele enfrentar um dia de chuva só para deixar na portaria dela uma caixa de chocolate ou quando ele disser que quer passar o domingo ao seu lado ou quando ele, mesmo sem falar o que sente, mostrar isso através dos olhos ou quando ele pegar na sua mão no meio da rua ou quando um beijo for mais demorado que todos os outros ou quando tudo isso acontecer ao mesmo tempo.

O desenrolar da paixão pode até ser complicado, mas ela nasce de sementinhas bem simples, quase imperceptíveis.

É claro que o melhor orgasmo, o melhor cara na cama serão lembrados, mas quem vai voltar na memória todas as vezes que ela olhar a lua cheia ou ouvir uma canção de amor, certamente será aquele que soube falar da forma mais sincera ao seu coração.

Amor que fica é aquele que só você sabe o que significa.

 

 

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Liberdade X carência

Diante do espelho, não há como fugir ou não ver a verdade dos olhos.

Ele sabe até o que nunca se disse em voz alta.

Ele sabe que mesmo que você espalhe aos quatro cantos que é difícil encontrar um amor, o difícil mesmo é arrancar do seu coração um escudo que foi tão bem esculpido pelo tempo.

Não por querer que o amor se afaste, mas por sentir que na maioria das vezes não vale a pena abrir mão de uma solidão confortável.

Quem disse que solidão é ruim, é porque nunca soube o que fazer com ela ou nunca passou pelo fim de um amor que mais pareceu um tsunami e lhe fez reconhecer a tranquilidade de estar com o coração vazio.

Como querer deixar de ser só, quando todas as pessoas lhe parecem iguais?

Quando todas as mensagens, convites e propostas não passam de textos prontos que ficam ali em um arquivo a espera de um copiar/colar que será disparado para o próximo alvo.

O risco maior de se jogar em relações assim, fica por conta da tal carência que rouba um tanto da inteligência.

Mesmo estando bem na vida de solteiro feliz, existe a presença iminente da carência. Ela vem sem que você chame ou espere, mas vem. Se for só para matar desejos, tá valendo. O pior é se apegar a quem não quer nada mais além de algumas noites.

A carência faz você sentir que precisa do toque, do cheiro, do beijo… traz até a saudade de alguém que você nem sabe quem é ou de alguém que já foi… e já foi tarde.

A carência se disfarça de intuição e aí a primeira pessoa que aparece você acha que foi o destino que colocou no caminho.

Mas chega de qualquer pessoa! Chega de ficar por ficar, quando o que se quer é alguém que não vá embora.

Chega de qualquer coisa. Todos merecemos mais e o que nos faz ter menos do que o merecido, é acreditar que não vamos conseguir o melhor.

Querer o melhor no amor, é simplesmente querer amar e ser amado. Básico, simples e sem mistério.

 

Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Limpando a memória

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Paralamas do Sucesso

 

No meio do apartamento vazio e ainda sem personalidade, milhares de caixas entulhavam o chão.

Algumas delas atravancavam a porta da varanda impedindo que ela fosse aberta. Então a primeira resolução no meio do caos seria aquela: liberar a passagem. Depois de um pequeno esforço estava livre para ser aberta e no correr das esquadrias uma brisa forte e fresca entrou arejando de imediato a sala quente.

A bagunça continuava e junto com ela a preguiça conhecida de quem se muda de casa e não sabe por onde começar a arrumar tudo nos seus lugares. Tentando não esbarrar em nada e sem saber onde estavam os objetos frágeis, um pequeno desequilíbrio e um tropeção fez uma velha caixa conhecida ser aberta e espalhar o seu conteúdo.

Numa rápida olhada vi ali dentro daquele espaço de papelão todo florido, lembranças de uma vida inteira. Fotos, bilhetes, tickets de passagens, cartões que acompanharam flores e presentes, moedas de outros países, poemas escritos em guardanapos, “amo seu cheiro” escrito na caixa de um perfume, lembranças, lembranças e mais lembranças.

Me abaixei para começar a juntar e no meio de tantos flashbacks, veio o ímpeto de jogar fora tudo que um dia significou muito, mas que hoje não faz a menor diferença. Por que aquelas coisas ainda estavam ali? Gente que fez mais mal do que bem, gente que só ficou poucos dias, gente que sequer ficou… mas todos de alguma forma ainda estavam ali.

Imediatamente, tracei um paralelo com as lembranças que guardamos na memória, algumas machucam e nos fazem sofrer sempre que as resgatamos, mas ainda assim as mantemos lá, nos recusamos a apaga-las e esquece-las de uma vez por todas. Muitos diriam que é bom sempre lembrar para não cometer os mesmos erros. E eu pergunto: quem aqui quer ser perfeito?

Quando dei por mim, já estava rasgando metade das coisas que estavam na caixa. Conservei pouquíssimas. Só aquelas que de algum jeito me traziam alegria ao recordar e não nostalgia de algo que eu queria, mas não deu certo.

Acabei essa limpeza e a sensação de leveza foi indescritível, parecia um exorcismo de tudo que um dia me travou o riso.

Mentalmente, comecei a fazer a mesma faxina na memória e o coração ficou muito mais limpo. Fez bem. Renovou. Floresceu.

E você? Quais as caixas que precisam sair do seu caminho? Quais as fotos que precisam ser rasgadas e quais memórias apagadas?

Experimente fazer essa faxina.

As outras caixas continuaram no meio da sala, mas estranhamente a preguiça sumiu e em pouco tempo tudo estava nos seus devidos lugares e eu pronta para um novo começo.

 

 

Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Transbordou

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Passenger

 

Você já me disse muitas coisas difíceis de ouvir, algumas delas bem cruéis. Sofri em cada uma, mas perdoei todas as vezes. Já me tratou friamente, já me abandonou muitas vezes, mas quando voltava, o meu sorriso continuava o mesmo.

E o coração? Sempre cheio de amor e incapaz de guardar qualquer centímetro de mágoa. Era como se a cada volta sua zerasse todo o cronômetro da espera, da saudade, da angústia e nada mais me atormentava.

Não sabia dizer se o dom de me fazer esquecer a parte ruim era seu ou meu. Hoje sei. Tenho certeza que era um mérito meu, na verdade um demérito à mim. Fazia de conta que não fui ferida e me entregava a felicidade de ter você um pouco mais.

Nem eu conseguia entender o que me fazia relevar tanto, qual mistério existia em você que simplesmente apagava a memória ruim e conservava as melhores. Parecia feitiço, agora sei que não era.

Curiosamente, depois de suportar tanto, algumas últimas palavras suas, nem tão cruéis como muitas outras, fizeram com que eu acordasse do transe que me encontrei por tanto tempo. Acho que entendi o verdadeiro significado da expressão “a gota d´agua que fez o copo transbordar”.

Você conseguiu me fazer transbordar, me derramar inteira e finalmente entender que não exerce mais nenhum efeito sobre mim. Demorou eu sei, mas nem tão tarde foi. Deu tempo suficiente de olhar para trás e refletir que você nunca foi grande coisa.

Eu te inventei, reinventei… te transformei em alguém interessante enquanto te idealizava. Pena mesmo você não ser nada daquilo, sequer passou perto. Agora vejo que o mundo sem a sua sombra constante me rondando é muito mais interessante.

Acabou a sua gestão e a demissão foi por justíssima causa.

 

Publicado em Sem categoria | 3 Comentários

Sete “maravilhosos” anos

Se quiser pode ler o texto ouvindo uma das músicas que mais amo: Lulu Santos

 

Hoje, chego aos sete anos dessa nem tão longa caminhada como blogueira. É aniversário do Coisas de Liz e quem me acompanha já sabe que comemoro, fico feliz, faço festa e sempre agradeço todo o carinho que recebo de quem lê e me segue por aqui.

É muito amor que tenho por esse espaço, por esse meu canto. Mesmo a quantidade de textos diminuindo nos últimos meses, não me afastei daqui nem nos dias mais difíceis da minha vida. O ano de 2015 foi puxado! Não foi fácil passar pelo câncer, mas em alguns dias menos duros, consegui escrever e ficava muito feliz em saber que a quimioterapia não conseguia detonar a minha inspiração. Sempre que escrevo nunca me preocupo se o texto vai ter muitas curtidas ou compartilhamentos, atingir nem que seja um só coração já me faz feliz.

Mas nos dias que escrevi enquanto fazia químio, era quase uma festa a cada curtida ou comentário de vocês pois aquilo me fazia acreditar que eu não estava sozinha, que vocês estavam comigo mesmo sem saber o que estava acontecendo.

Era como enxergar que a minha vida continuava lá fora, mesmo eu estando dentro de uma “bolha” afastada de tudo.

Muita coisa aconteceu nesses sete anos. Tantos amores, sorrisos, lágrimas, decepções, mas acima de tudo muita alegria. A frequência dos textos ainda não voltou ao normal, mas agora não é por falta de saúde. Graças à Deus estou bem e saudável, é que nesse período tenho me dedicado ao livro que comecei a escrever para contar a minha experiência ao passar pela doença e tudo o que mudou depois dela. Sinto uma alegria imensa em estar finalizando esse projeto, embora eu ainda tenha muitas outras etapas pela frente até publicá-lo.

Mas o post de hoje não é para falar do livro e sim em comemoração ao aniversário do blog que continua sendo o meu xodó. Quero dizer que não tem faltado inspiração, apenas tempo para escrever mais aqui. Sou a mesma romântica de sempre, apesar de agora enxergar o amor por um outro ângulo. Não é que eu ame menos, é que agora me amo mais. (até resolvi me “amostrar” ilustrando o post com fotos minhas rsrsrs)

Obrigada por estarem sempre comigo, meus amores! Não sei explicar a felicidade que sinto em ter vocês aqui e nas minhas redes sociais. Mesmo sem saber, vocês me dão força e estímulo quando mais preciso.

MUITO OBRIGADA e feliz sete anos para nós!

 

Publicado em Sem categoria | 11 Comentários

Como explicar?

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Ed Sheeran

 

Como explicar que sonhei com você essa noite e que ao sair de casa, pela manhã, liguei o rádio em qualquer FM e a primeira música que ouvi foi aquela que me lembra você?

Como explicar essa falta de tudo que não tivemos, essa necessidade de querer falar com você todos os dias?

Como explicar se não posso falar? Como gritar se ninguém pode ouvir o que tem aqui nesse coração irresponsável?

Como explicar ter milhares de pessoas no mundo e eu me apaixonar pela mais complicada, por aquela que não há a menor possibilidade ou chance de estar ao meu lado?

Como explicar que alguém é o meu número, que foi feito pra mim, mas não está nos meus braços?

Como explicar que tento esquecer, tento não pensar, tento não querer, mas a nossa música não deixa? Como agora quando ela toca enquanto te desenho na mente e escrevo tudo isso.

Como explicar que você foi feito pra mim, mas trocaram os endereços e outra pessoa pegou o pacote? Como desfazer esse mal entendido e te ver, finalmente, entrando pela minha porta?

Como explicar eu olhar tantas vezes para essa foto que temos juntos e em todas elas pensar em formas diferentes de te dizer “eu te amo”?

Como explicar tanta saudade? Como?

 

Publicado em Sem categoria | 2 Comentários

Se eu pudesse me dar um conselho

Se eu pudesse voltar no tempo e me dar alguns conselhos, muita coisa poderia ser diferente. Tantas burradas seriam evitadas, muitas pessoas nem se aproximariam e outras eu teria guardado pra sempre.

Eu me diria, principalmente, para continuar com a mesma ingenuidade de acreditar no ser humano. Juro. Eu me daria esse conselho que não serve pra muita coisa, mas é que quando você começa a perceber a maldade dos corações que te pisam e magoam, fica tudo tão cinza. Se deixar que isso nos contamine, nunca mais vamos acreditar em ninguém. Então eu me aconselharia a continuar tentando.

Certamente me jogaria alguns baldes de água fria ou me daria beliscões para acordar todas vezes que fosse cair no mesmo erro. Talvez me xingasse de tonta, maluca ou coisas piores. Mas também estaria pronta para me estender a mão nos momentos em que a dor fosse muito forte.

O principal conselho que me daria, seria para não acreditar no que pessoas negativas tem a dizer. Aqueles ditos “amigos” que tem sempre um problema para as minhas soluções, aqueles homens que cruzaram o meu destino sem nada acrescentar e insistiam em me colocar pra baixo e me tratar com descaso. Ah, esse conselho seria precioso pois me pouparia tantas tristezas e arranhões na autoestima.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu me olharia nos olhos e diria: vai ser difícil encontrar alguém bacana, mas não aceite qualquer coisa apenas para suprir carências. Não se encante com palavras falsas em voz de veludo.

Eu me pegaria pela mão e mostraria quanto tempo perdi tentando agradar e fazer feliz quem jamais se importou comigo.

Seria um papo muito interessante. A minha versão do passado tão boba e romântica, com a minha versão atual quase nada boba e ainda romântica.

Por fim, me diria que mesmo quebrando a cara muitas vezes, me decepcionando ou sofrendo, o meu coração continua disposto a amar e não se tornou uma parede impenetrável.

As pessoas só te transformam, para o bem ou para o mal, se você deixar. E eu só absorvi as coisas boas. Cicatrizes a gente sempre tem algumas, mas elas servem apenas para ajudar construir a sua história e não para serem o ponto principal.

Mas se eu pudesse voltar no tempo e me dar tantos conselhos, que graça teria evitar sorrisos, paixões, arrepios, emoções… mesmo que depois algumas lágrimas tenham rolado?

Que graça teria um mundo previsível? A gente entra no jogo do amor pra ganhar, mas as vezes perder também é um bom caminho.

Ainda bem que conselho só se dá à quem pede. Definitivamente, jamais me pediria algum.

 

Publicado em Sem categoria | 1 Comentário