Se você passou pela infância e adolescência, sem se apaixonar por um primo ou prima… parabéns! Você pode entrar para o gráfico das exceções em alguma pesquisa que o IBOPE venha a fazer algum dia sobre este assunto.

Por todos os relatos que ouvi de amigos, “primos”, colegas e até desconhecidos… a maioria das pessoas já viveu uma paixãozinha, quase sempre platônica, por um primo.

Os primos que eram mais próximos, criados como irmãos, não vamos considerar como amostra… mas vez ou outra aparecia aquele que morava distante, que você não via há muito tempo, que da última vez que você encontrou era feio, sem graça e bobão… mas de repente, vocês se reencontraram e para surpresa dos dois, surgiu aquele “climinha”. Ele percebia que a prima se tornou uma gatinha de encher os olhos, ela notava que o primo se transformou em um garoto lindo e interessante… e então na troca de olhares, subia uma trilha do U2 e começava aquela atração gostosa e ao mesmo tempo com gostinho proibido.

E ainda tem aquela situação em que os primos viviam brigando, discutindo, saiam até no tapa, mas no fundo mesmo queriam era terminar aos beijos. E assim resolviam confessar, depois de muito tempo, que o desdém não passava de uma atração incubada.

Já ouvi falar de alguns casos que deram certo e foram parar no altar, outros não passaram de uma paquera sem pretensões maiores e que acabou depois daquelas férias de verão onde a família inteira se reuniu… outros quiseram ficar juntos, mas os pais foram contra e interromperam a história.

Trouxe esse assunto hoje, a pedido de um rapaz que lê o blog e me mandou um e-mail contando a sua história de amor com uma prima. Eles chegaram a namorar por um tempo, mas a família não aceitava muito bem, então eles terminaram. Hoje, cada um leva a sua vida… ele casou logo depois de ter terminado com ela… e ela se casou no ano passado.

Os dois sempre se encontram nas festas de aniversário da família e invariavelmente, passam o Natal juntos. Para muitos, essa foi uma história que ficou no passado… para ele, esse é um sentimento que ainda não foi finalizado. Nunca traiu a sua esposa, mas confessa que sempre que reencontra a sua prima, tem a certeza que teria sido muito mais feliz com ela… e contrariando a razão, o coração bate mais forte ao revê-la.

Sobre ela não se sabe… no e-mail ele me contou que sente um olhar carinhoso e meio nostálgico que vem dela, mas prefere não acreditar que aquilo seja algo parecido com amor… é uma forma de se manter distante e aceitar o que o destino separou.

Bom, para contribuir com a pesquisa que fiz para saber quem já viveu um affair com algum primo… declaro que também já tive o meu… na adolescência, fui muito apaixonada por um primo bem mais velho e que não me dava a menor atenção de homem… apenas brincava muito comigo, nada além disso. E eu? Ahh… cheguei até a imaginar o nosso casamento inúmeras vezes e até o nome dos nossos filhos, claro!

Mas assim como veio, acabou… e no primeiro namoradinho que encontrei, esqueci por completo o amor pelo primo.

Desejo ao meu amigo que inspirou esse post, muita serenidade para entender o que passa no seu coração, independente do caminho que ele queira seguir. Não sou eu quem vou explicar as questões que envolvem esse tipo de sentimento, aposto em Freud para dar uma força…

Mas estou aqui torcendo para que os finais sejam sempre felizes.

E você? Já se apaixonou por algum primo ou prima?

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