Você pergunta se tenho dez minutos e eu digo que sim…

Talvez não seja tanto tempo a dispor… certamente pouco para muito a dizer e fazer… os segundos começam a contar!

Pergunta como estou e digo que penso em você.

Confere os meus gestos, lábios e sorrisos e me entrego pelo nervosismo.

Olha nos meus olhos e nem preciso te ouvir falar para saber que queremos o mesmo.

Toca o meu rosto e me leva para perto de você.

Perto demais… nesse momento os dez minutos parecem eternos… quero que você me solte, mas não quero ir. Quero fugir, mas quero ficar. Quero muitas coisas, mas nada tanto quanto um beijo seu.

E te beijo… sem pressa e sem lembrar que o tempo passa.

Me afasto… talvez para saber se o seu rosto é mais lindo de longe ou de perto… e vejo que é lindo em qualquer dimensão.

Ameaço desistir e você me diz que é preciso tentar… volto atrás. A proximidade não me permite ser racional.

Quero mais beijos… esqueço os dez minutos. Se o tempo puder congelar, alguém por favor, aperta o pause.

Tenho consciência de todos os sentidos… sua imagem, seu cheiro, seu gosto, sua pele, a música que toca nesse momento… nada além disso. Tudo que trago na mente, desaparece… durante dez minutos, é apenas você.

Todas as minhas atenções, direções, pensamentos e sentimentos, remetem à você naquele instante.

Sinto saudade de nós, sem nunca termos ficado juntos… e quanto mais imagino, mais vontade sinto.

Dez minutos para falar, tocar, beijar, abraçar, sorrir, relembrar, planejar, enlouquecer, duvidar, acreditar, sentir… e acordar.

Hora de voltar! Tempo esgotado… satisfatório para amenizar, mas insuficiente para se entregar.

Dez palavras, dez beijos, dez sussurros, dez minutos… e por fim, nos desprendemos… pelo menos até o próximo desejo.

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