Conheceram-se em um dia comum, em um bar comum.

A conversa parecia que não ia dar em nada, mas entre a oitava frase e o décimo gole, descobriram algo diferente… uma sintonia, talvez.

Sob as luzes que acendiam e apagavam e o acorde daquela música que os dois adoravam, foram se aproximando devagar e o beijo aconteceu.

Ficaram juntos o resto da noite e outros beijos sucederam o primeiro, nada muito envolvente, mas ao mesmo tempo uma certa cumplicidade.

Na despedida ele pediu o telefone dela. Só não disse quando ligaria.

Ela esperou a ligação no dia seguinte, na semana seguinte… e nada!

Perguntou-se o motivo da ansiedade já que ele não tinha despertado nada especial nela e, por sua vez, o rapaz sequer pareceu muito interessado.

Resolveu não pensar mais nisso, embora não conseguisse… volta e meia o pensamento era recorrente naquele cara com um olhar simples, um sorriso quase infantil e que mesmo não sendo bonito, parecia lindo em seu conjunto destoante.

Resolveu esquecer!

Estava acordando meio sem noção achando que tinha perdido a hora para o trabalho, até que se lembrou que era sábado e ela deu um sorriso lembrando que poderia dormir mais um pouquinho… mas antes que conseguisse, foi assustada pelo toque do celular.

Era um número que não estava identificado na sua agenda, mas resolveu atender assim mesmo. Disse “Alô” e ouviu do outro lado uma voz, meio familiar:

Oi… Bom dia! Sou eu… nos conhecemos naquele barzinho há uns dias… demorei de te ligar porque o último número eu anotei errado, aí fiquei tentando várias combinações até te achar. Será que eu poderia te ver hoje? Mas antes preciso saber se é você mesmo… será que agora eu acertei o número?

Ela não conseguiu conter o riso, tinha se prometido dizer “não” caso ele ligasse depois de tanta espera, mas alguma coisa não deixou que ela recusasse aquele  convite atrapalhado.

Saíram… desta vez para um lugar mais calmo, onde puderam conversar e conhecer mais um do outro. Ele não era comum, pelo menos não era o tipo de homem que falava de si mesmo o tempo inteiro, despertava interesse por tudo o que ela dizia, mas ao mesmo tempo não se derretia em elogios ou cantadas baratas. Estava longe do padrão conquistador… parecia até meio desajeitado, embora inteligente.

Intrigante! Assim era o jeito dele.

Depois desse encontro, sem ao menos terem ido pra cama, ou definido se haveria uma outra vez, ela percebeu que aquele cara era diferente.

Ele não prometeu nada, como todos os outros, mas mostrou uma sinceridade que ela jamais tinha conhecido em todos os outros.

Não se viram no dia seguinte, mas se viram no próximo, no próximo e nos próximos!

Assim começou uma história que não prometia nada, mas que trouxe tudo que ela precisava.

Esse roteiro não está em nenhum dos livros que ela tinha lido… está longe de ser um conto de fadas, mas é a relação mais real que ela já viveu.

E estão felizes… o “para sempre” será apenas uma conseqüência!

 

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