Ah… o chifre!

Sempre ali, pronto para nascer a qualquer momento… pesado, rejeitado, temido. Mas como dizem por aí, todo mundo um dia vai experimentar.

Até pouco tempo atrás, tomar chifre era motivo de pânico, tristeza, doses de whisky e música brega tocando… hoje se transformou em lugar comum.

Todo mundo já sabe que mais cedo ou mais tarde vai receber.

O grande filósofo Jorge Martins, por acaso amigo meu, figura impoluta que estudou a ciência do chifre nas universidades de Harvard, Oxford, Wisconsin annnd Winchester… sim, ele estuda muito, criou uma teoria interessantíssima e eu diria que nada complexa, sobre o crescimento dos chifres. Segundo ele, funciona assim (SIC):

“Quando você diz pra menina: ‘Olha, tá bom e tudo mais, mas eu quero namorar. Topa?’ e ela diz que sim, Deus presenteia a ambos com três grãozinhos de feijão, chumaço de algodão e um pote de Danoninho, vazio.

Aí pronto

Se você trata a menina bem, é bacana com ela, não trata com estupidez, nada acontece.

Mas se você fica impaciente e dá uma patada, ela coloca os grãozinhos de feijão dentro do potinho de danoninho.

A cada muxoxo que você faz porque a menina levou 15 minutos a mais se arrumando, ela dá outra regadinha no algodão aí um belo dia nasce um chifre.

Você, indignado, reclama: ‘Como pode isso? Esse chifre, assim, do nada’

Essa é a verdadeira moral da história: todo chifre é cultivado.”

Ou seja… segundo a teoria de Jorge, um chifre não nasce de uma hora para a outra… ele é germinado, regado e faz até fotossíntese até chegar à sua cabeça.

Mas eu vou além da teoria do meu amigo e digo que as coisas andam em um ritmo tão acelerado, que as pessoas devem receber também, junto com o kit, um saquinho de fertilizante para adubar a plantinha, afinal esses chifres estão crescendo rápido demais.

Bom, a grande realidade é que ser fiel já não é algo fácil… se é que já foi.

Tudo acontece muito rápido… o número de informações e pessoas que se cruzam (sem trocadilho) é muito grande. O que interessou agora, logo já perde o encanto…  então as relações vão se tornando cada vez mais instáveis.

Eu ainda acredito na fidelidade (pausa para vocês rirem!). Juro! Acredito mesmo… embora eu entenda que as coisas se encaminham para um lado onde a monogamia se tornará uma palavra fora do dicionário amoroso.

Não quero dizer com isso que acredito no amor eterno… Vinícius já foi impecável quando poetizou: “que não seja imortal, posto que é chama…”. Mas enquanto essa chama estiver acesa, acredito que duas pessoas possam se bastar… mesmo que essa chama seja muito rápida e se apague na primeira chuva.

O chifre sempre vai existir… dizem que no homem fica mais feio que na mulher, mas isso depende de quem usa e da importância que dá à ele.

Por hora, vamos nos acostumar com os nossos copinhos, algodões, sementinhas… e torcer para que o danado não cresça tão rápido.

 

Pin It on Pinterest

Share This
Leia o post anterior:
Você, o bem e o mal

Texto: Liz Passos e Léo de Azevedo   Eu não posso esquecer os momentos que você me fez feliz, mas...

Fechar