Estar com você é encarar uma montanha russa gigante a todo momento. Agora somos felizes, daqui mais alguns minutos o seu olhar já é distante e frio.

Hoje, um encontro sem graça, frases soltas, assuntos banais, quase nenhum toque, beijos escassos e um “a gente se fala” como despedida.

Amanhã… paixão incandescente, mãos que se multiplicam passando pelo meu corpo, desejo que escapa pelos poros, palavras deliciosamente carinhosas, planos para o final de semana, para o próximo mês, nossa música no ipod e um olhar que quase deixa escapar que me ama.

No dia seguinte, mais um looping quase mortal dessa montanha russa que é você… e então, outro comportamento aparece. Respiro, tento entender e esperar que essa bipolaridade emocional se estabilize, mas até quando? Vejo que cheguei em um ponto que me anulo e quase me acostumo com as suas incertezas.

Vasculho a minha mente para saber se falei, sem querer, alguma coisa que fez você se assustar e se afastar, mas percebo que a cada dia fico mais polida com o que digo… exatamente por já entender que você pode mudar com algo que não tenha sido bem interpretado.

Cansei da brincadeira… dessa gangorra que me deixa no ar apenas por alguns minutos e me joga no chão no próximo sorriso.

Não sou boba a ponto de achar que esta é a sua atitude normal com todos os assuntos. Sei bem que essa troca de máscara só acontece quando se trata de nós.

O seu medo de agir naturalmente, por achar que posso entender errado os seus atos, que posso traduzir os seus sorrisos como promessas, que posso entender as suas noites na minha cama como um acordo de fidelidade, faz com que você se aproxime e se afaste… se entrega e se recolhe.

E nesse vai e vem, cheguei ao meu limite. Não dá pra lhe ver dosar até onde pode ser você e até onde precisa segurar os seus sentimentos.

Chega de tentar pensar o que posso pensar, imaginar o que posso sentir ou roubar de mim o carinho que quer me dar só pelo estúpido medo de transformar o que temos em algo mais forte.

Não adianta fazer esses joguinhos ridículos, pare de ser esse estrategista sentimental de quinta categoria e caia na real.

Eu já sei ler você… conheço os seus olhares, os seus gestos e posso traduzir quase todas as suas atitudes. Não é que eu me ache esperta ou intuitiva… é a sua transparência que me dá esse poder.

Chega! Eu quero respirar sem sentir o peito apertar, eu quero amanhecer sem essa ansiedade doentia que tem me acompanhado. Eu quero sorrir sem ficar interrompendo a minha alegria, apenas para combinar com as suas oscilações de humor.

Eu quero finais de semana com gosto de paz, sorvete, pipoca, gargalhadas… e não domingos sombrios esperando que você decida se posso ter a sua companhia.

Não quero mais entender… chega de entender o que não faz sentido.

O seu medo de amar e ser feliz, não pode contaminar a minha coragem. Esse abismo que você faz questão de manter entre nós, não me interessa. Eu até curto as surpresas e a forma imprevisível do destino agir, mas no seu caso o “não saber” tem um lado muito negativo.

Eu conheço você… conheço o seu coração, sei que lá tem um espaço que é meu, mas faltou abrir as janelas e deixar entrar luz. Viver nessa escuridão, não me interessa.

 

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