Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Thank you – Dido 

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Foi depois do café. Não sei se enquanto eu abria mão de um pedaço de melão meio duro ou se no momento em que a sua xícara descansou perto do prato, também não lembro o que eu disse que desencadeou aquele textão que você falou quase sem respirar.

Só sei que ali de frente um para o outro, entre nós uma jarra de suco de laranja e o cereal, o amor pediu demissão. Confessamos, depois de uma noite inteira dormindo grudados, que estávamos juntos pelos motivos errados.

Eu apegada ao passado. Saudosa e nostálgica de uma época em que você era para mim tão necessário quanto respirar e você do lado de lá ainda esperando uma parte de mim que se perdeu lá atrás em um inverno qualquer.

Eu mudei, você também, mas nunca aceitamos isso. Era difícil demais acreditar que não éramos mais “nós”. Divididos seguimos ignorando qualquer coisa que pudesse nos separar como se o amor ainda estivesse ali.

Mas não estava. Estava apenas o nosso apego e a tristeza por no fundo saber que já não dava mais. E naquela manhã que parecia normal como tantas outras que passamos juntos… transbordamos.

Dessa vez não de amor, mas de liberdade.

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Sincericídio

  Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Right to be wrong Eu penso em você todos os dias....

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