dedo-podre

Sempre ouvi dizer que existe uma categoria de pessoas cadastradas no grupo do “dedo podre”. Aqueles que de forma recorrente estão sempre engatando histórias com pessoas que não valem nem o pote de sorvete consumido no fim da relação.

Estes seres fadados a este infortúnio – e não me incluo totalmente fora do grupo – talvez não saibam que o motivo dessas escolhas insensatas nada mais é que a falta de ambição sentimental.

Carência, medo de ficar só e insegurança em relação a si mesmo, podem gerar uma sequência de relações instáveis com pessoas que não fariam parte da nossa vida em condições normais de consciência. A vontade de ter alguém acaba atropelando o bom senso e o entendimento do que merecemos.

Idealizamos, sonhamos e deixamos a fantasia amorosa ocupar o espaço da realidade. Quando nos tornarmos conscientes disso, ao invés de mandar a pessoa passear, nos agarramos no que projetamos e aí… dá merda.

Os problemas começam e como dependentes químicos não conseguimos nos livrar do “vício”. Nos abraçamos a ele e vamos afundando ali em mais uma relação que já começou dando errado e desta forma não chegará a lugar nenhum. Quando finalmente conseguimos nos livrar e maldizer o destino afirmando que só aparece gente complicada no nosso caminho… adivinha? Lá vem mais uma pessoa com as mesmas características, afinal o dedo podre continua fazendo o seu trabalho.

Mas será que a culpa é do dedo mesmo ou da incapacidade de nos valorizarmos? A notícia boa é que em algum momento vamos perceber que esse bando de problema não tem nada a ver com o destino, com a sorte ou com o dedo. Um momento de lucidez vai bafejar e atingir o departamento da vergonha na cara fazendo com que fique claro que todas essas relações foram escolhas exclusivamente nossas.

É lógico que há sinceridade no desejo de viver um grande amor, mas nem toda forma de desejar é legítima. É necessário aprender com os erros, crescer nas decepções e então ter a tranquilidade de dizer “não” para as pessoas tóxicas que aparecem a todo momento. Quando isso acontece, mesmo que chegue alguém com aquele papo fofo que outras vezes nos encantou, o coração sentirá que é mais uma cilada e resistirá. É neste momento que opera-se a cura do tão devastador “dedo podre”. Amém, irmãos?

O orgulho que você vai sentir de si mesmo ao se desvencilhar desses casos problemáticos fará com que não resvale para os mesmos erros outra vez. E fazendo o papel que lhe cabe, o universo vai filtrar as pessoas que vão cruzar o seu caminho.    

 

Foto: Thinkstock / UOL

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