O papo hoje é sobre aplicativos de paquera. Sim, já falei sobre esse assunto algumas vezes aqui, mas volto a falar por motivos de: deu vontade. E esse post será dividido em duas partes.

Vamos lá! Depois de um longo e gostoso inverno, resolvi baixar de novo um desses aplicativos (e só para esclarecer não foi o demônio do Tinder… foi o Happn).

Sabe como é… cansada dessas baladas onde os homens parecem uns caçadores disputando quem pega mais. Aí você pode dizer: “Mas na balada, Liz? Lá você não vai achar ninguém que queira algo sério”. Pois é, mas em outros lugares também não tem não. Nos cinemas, teatros, cafés, museus e afins, só aparecem homens acompanhados. Os solteiros ou são gays ou foram encontrar alguém… por isso resolvi voltar para aquele recinto.

Confesso que dá uma certa preguiça daquele ritual que acontece cada vez que aparece alguém interessante e tem aquela troca de informações: profissão, o que gosta de fazer pra se divertir, onde mora, se bebe, se fuma, qual o signo, etc, etc… mas tem que ser por aí mesmo, né? O bom é que a maioria você já descarta pela forma que se descreve no perfil. Tem de tudo, minha gente! Noivo, casado, casais que querem uma terceira pessoa para fazer umas brincadeiras e os caras que querem só sexo.

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Quando me perguntam o que estou fazendo por lá, digo logo que não estou procurando sexo. Claro que isso será uma consequência, mas não o único objetivo. Porém alguns nem perguntam nada e já vão mostrando o que querem. Vejam esta delicadeza (só que não) de conversa com um cara que me abordou outro dia:

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Notaram o “em sua casa”? A minha resposta:

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E os que acham que pelo fato de escrever sobre sexo estou lá procurando cobaias:

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Até que pesquiso mesmo e isso é involuntário já que tenho esse blog, mas juro que nunca fiz teste do sofá com nenhum.

Só pra deixar claro, estas considerações que estou fazendo são minhas e não pretendo definir nada. É apenas o que percebo no funcionamento da paquera nesse mundo virtual.

Vale lembrar que muita gente adora esta forma de se relacionar. É fácil perceber que os tímidos se sentem muito confortáveis nesse ambiente. Para estas pessoas, no aplicativo tudo funciona de forma menos tensa. Quando o perfil é curtido, só pelas fotos, já se tem uma prévia aprovação então dá pra perder o medo da rejeição e ir à luta. Mas aí é que mora o perigo! A autoestima se eleva e o cara passa a se achar o “pica das galáxias”. O aplicativo lhe dá uma segurança imaginária e então o moço acredita que tá bombando e começa a bagunçar.

A grande verdade é que esses aplicativos ajudam, mas há riscos. Seu uso excessivo pode gerar um ego gigantesco e sem freios. Estar neste tipo de ambiente de paquera sem respeitar limites pode iludir os dois lados. Os homens seguirão achando que podem ter todas as mulheres que desejarem e as mulheres seguirão sem saber com quantas outras estão “disputando” o cara.

É lógico que existem (raríssimas) exceções por lá e é possível encontrar alguns caras que queiram mesmo algo sério, que tenham vontade de conhecer uma mulher “de cada vez” e até se envolvam de forma séria. Assim como também existem algumas mulheres que não estão em busca de algo tão sério assim:

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Enquanto alguns acham que deveria existir mais seriedade, outros adoram é a zoeira mesmo.

Como eu disse, não estou aqui para estabelecer verdades absolutas e respeito as diversas formas de pensamentos. Mas cheguei à conclusão que gosto mesmo é da paquera que começa com olhares, sorrisos, que dá frio na barriga só de passar perto e falar um “Oi, fulano”. Mas como tá difícil esta possibilidade no mundo real, vamos seguindo com as oportunidades do mundo virtual mesmo. É o que tem pra hoje!

 

Os prints das conversas com os moços são do meu aplicativo. O print do perfil da moça foi encaminhado por um moço que me deu algumas contribuições para o texto. As demais imagens foram encontradas no Google sem créditos.  

 

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sunset
Mas se o destino insistir…

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