Se você quiser pode ler o texto ouvindo:

 

Aí você ressurgiu no último dia do ano. Assim… do nada.

Quando a mensagem chegou e vi a notificação na tela do celular levei alguns minutos para ligar o nome à pessoa.

Estava ali. Aquele nome que tantas vezes saiu da minha boca, aquele nome que fazia o meu dia mudar para melhor todas as vezes que aparecia no whatsapp.

Não era uma mensagem dessas coletivas que se dispara para a agenda inteira.

Era especificamente pra mim:

“Sinto sua falta. O meu pedido de ano novo é ter você de volta. Ainda te amo”.

Linda mensagem… se não fosse enviada tão tarde, aliás depois de muitas horas e muitos meses de quando eu esperei que ela chegasse.

Respondo um “feliz ano novo” simples, direto e finalizador, mas você não se contenta.

Quer saber se o meu coração está ocupado, se tenho ficado com alguém. Quer saber da minha vida, quem são os novos amigos que apareceram nas minhas últimas postagens do instagram, se ainda vou na mesma praia… se ainda penso em você.

Não posso evitar que a ironia tome conta das minhas palavras e finalizo a conversa com “acho um pouco tarde pra todas essas perguntas”.

Mas você insiste e diz que quer pelo menos uma chance de me ver de novo, que precisa de uma última conversa me olhando nos olhos de novo.

Eu deixo sem resposta, mas me pergunto em que mundo você vive. Deve ser algum lugar onde seja normal esnobar o sentimento alheio, desvalorizar, achar que pode tratar de qualquer maneira, ir embora sem se importar com a dor que deixou no coração do outro e depois voltar como se nada tivesse acontecido, retomando de algum ponto que já foi apagado da (minha) história.

Que pena! Não de você, mas de mim por ter percebido tão tarde o tipo de pessoa que estava ao meu lado.

Para todas as suas perguntas… uma única resposta: estou feliz e deixando você no passado junto com o ano que acabou de ir embora e que com certeza não volta mais, assim como espero que seja o seu caso.

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