Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Mary J. Blige / Missing you

 

Saudade mora no peito e você leva para qualquer lugar. Quando se está perto de quem ama ela fica adormecida, mas basta o outro se afastar um pouquinho e a danada já volta para te lembrar que está ali.

Então você quer falar o tempo inteiro com a pessoa, pensa o tempo inteiro nela, quer rever o mais rápido possível e acha que o tempo juntos ainda é pouco. A impressão é que você leva muito mais tempo sentindo saudade do que acabando com ela.

Saudade também mora naquele abraço apertado. Mora na agonia de olhar de longe e nem sempre poder chegar perto.

A saudade mora na vontade de falar várias vezes ao dia que sente saudade, como se isso pudesse aliviar um pouco o coração. Mora na criatividade de inventar motivos para ouvir a voz, para ter notícia e para armar encontros “casuais”.

Saudade mora no cheiro, no beijo, no toque das mãos, no desenho dos lábios, em cada sinalzinho do corpo… na lembrança de uma pele tocando a outra.

Saudade é espaçosa e toma todos os cantos. Quando ela chega fica difícil ter lugar para outros sentimentos. Absorve de uma tal forma que todo o seu foco é para tentar amenizar o estrago que ela causa.

Mesmo nos tomando por completo e as vezes até atrapalhando a concentração, não tem nada mais gostoso de sentir quando sabemos que do outro lado também tem uma saudade nos esperando e que a expectativa do próximo encontro faz tudo valer a pena.

A saudade mora aqui e aí. Mora em você e mora em mim.

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