Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Out of Reach – Gabrielle

 

Depois de muitas desilusões amorosas, é comum pensar que já estamos prontos para a próxima decepção e que nada nos abalará como antes. Que grande engano!

Mais uma vez aconteceu e ignorando toda vã filosofia de explicar as sensações, resumo a história dizendo que estou aqui naquele velho e conhecido fundo do poço. O lugar é familiar, mas nem por isso a dor fica menor.

Olho ao redor e percebo que um romance curto e instantâneo foi tão devastador quanto os que duraram muito tempo. Veio como uma avalanche de alegria, paixão e encantamento e pouco tempo depois me tirou o chão.

Parecia perfeito, da forma que eu sempre esperei, do jeito que um amor verdadeiro tem que ser, só que nesse caso veio carregado de mentiras.

A história se repetiu, mas dessa vez doeu mais porque o sentimento foi maior. Foi amor real antes mesmo de acabar a paixão. Foi tão intenso que tudo se misturou… bocas, corpos, sorrisos, palavras, afetos, desejos e uma infinidade de arrepios.

Foi forte e me fez forte. Precisou terminar e me fez frágil.

É assim que me sinto: frágil. Estou cansada de tantos fins e querendo perguntar ao universo se em alguma página dele está escrito que vou conseguir viver um amor tranquilo e sem sustos ou se isso é só uma intuição boba.

Será que está escrito mesmo? Será que vale a pena acreditar nisso ou é melhor nunca mais apostar em nenhuma relação e continuar vivendo só de momentos? Eu gosto da minha companhia, da minha solidão bem resolvida, mas não há nada como amar e ser amada.

E mesmo passando por mais uma história curta, mesmo sendo mais um amor que nasceu e virou poesia, agradeço cada segundo de felicidade que me trouxe.

Vai passar, como todos passaram, mas por enquanto não sei dizer onde dói e me sinto incapaz de esquecer o rosto de quem me fez feliz.

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