Aplicativos de paquera – Parte II

Aplicativos de paquera – Parte II

No último post escrevi sobre os aplicativos de paquera, mas me pediram para falar de forma mais detalhada sobre o comportamento de alguns rapazes por lá. Então aqui vai o complemento.

Aproveito pra dizer que os meninos podem (e devem) deixar suas observações nos comentários. Eu não conheço os perfis femininos, nem as experiências de vocês, então me contem.

Enquanto isso do lado de cá…

Moços seguem postando fotos exibindo copos de cerveja como se isso significasse charme ou um elemento infalível para atrair uma curtida.

As descrições no perfil são ótimas quando tem sinceridade e deixa claro o que o cara quer. Porém… as outras com informações do tipo: “Se quiser ser feliz venha descobrir quem sou. Eu deixo”… Estas são dispensáveis, tá? Parece até chamada para conhecer um resort.

É feio também os que descrevem o tipo de mulher que querem: “Em busca de uma mulher inteligente e sem frescuras”… como se fossem tão maravilhosos a ponto de exigir alguma coisa.

Alguns caras são péssimos na abordagem. Tem os que já começam te chamando de “meu bem”, outros que ficam interrogando como se você estivesse naquela sala com espelhos da delegacia: “mora onde?”, “faz o que?”. Eu, hein! Normal perguntar essas coisas, mas saibam inserir no meio do papo e não nesse tom de pesquisa do IBGE.

Existem aqueles que estão até hoje nos anos 90, época em que sala de bate-papo fazia sucesso e por isso continuam com uma linguagem que se usava por lá: “De onde teclas?” (não tenho força pra responder isso, gente… deixo no vácuo).

Tem aqueles que puxam papo e a conversa tá super fluindo… daí somem. Você fica sem saber se morreu ou entrou para alguma seita. Então do nada voltam renascidos das cinzas e alegam que os dias estavam tumultuados (Amor, eu sei que você estava atacando em outras frentes e agora voltou pra falar comigo. Bobinho… tsc, tsc).

Os mais novos são um capítulo à parte. Eles são preparadíssimos. Sabem o que dizer e se você tenta argumentar algo sobre a idade, vai receber uma bela lição de que deveria ser uma mulher mais confiante na sua beleza e no seu poder de sedução. Que você é linda e que idade não tem nada a ver. E esse é só um exemplo, pois eles vão muito além. Pense num povo que sabe usar as frases certas. São perigosíssimos!

Não vou me estender muito para não ficar parecendo uma chatinha que reclama de tudo. Na verdade, são só constatações. Sou muito observadora e na maioria das vezes me divirto com estas situações.

Lá tem perfis bacanas e já conheci pessoas bem legais. Não tive nenhuma experiência de envolvimento, mas já me contaram várias histórias de namoros que começaram por lá.

No outro post falei muito sobre “buscar algo sério” no aplicativo, mas isso não tem nada a ver com desespero. Para engatar um namoro é preciso conhecer, descobrir afinidades, diferenças, um pouco da personalidade e toda essa fase inicial que vocês bem conhecem.

Apenas não tenho paciência para a frivolidade de certos homens que usam o aplicativo como cardápio para escolher o prato do dia.

Por hoje é só, pessoal!

Aplicativos de Paquera – Parte I

Aplicativos de Paquera – Parte I

O papo hoje é sobre aplicativos de paquera. Sim, já falei sobre esse assunto algumas vezes aqui, mas volto a falar por motivos de: deu vontade. E esse post será dividido em duas partes.

Vamos lá! Depois de um longo e gostoso inverno, resolvi baixar de novo um desses aplicativos (e só para esclarecer não foi o demônio do Tinder… foi o Happn).

Sabe como é… cansada dessas baladas onde os homens parecem uns caçadores disputando quem pega mais. Aí você pode dizer: “Mas na balada, Liz? Lá você não vai achar ninguém que queira algo sério”. Pois é, mas em outros lugares também não tem não. Nos cinemas, teatros, cafés, museus e afins, só aparecem homens acompanhados. Os solteiros ou são gays ou foram encontrar alguém… por isso resolvi voltar para aquele recinto.

Confesso que dá uma certa preguiça daquele ritual que acontece cada vez que aparece alguém interessante e tem aquela troca de informações: profissão, o que gosta de fazer pra se divertir, onde mora, se bebe, se fuma, qual o signo, etc, etc… mas tem que ser por aí mesmo, né? O bom é que a maioria você já descarta pela forma que se descreve no perfil. Tem de tudo, minha gente! Noivo, casado, casais que querem uma terceira pessoa para fazer umas brincadeiras e os caras que querem só sexo.

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Quando me perguntam o que estou fazendo por lá, digo logo que não estou procurando sexo. Claro que isso será uma consequência, mas não o único objetivo. Porém alguns nem perguntam nada e já vão mostrando o que querem. Vejam esta delicadeza (só que não) de conversa com um cara que me abordou outro dia:

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Notaram o “em sua casa”? A minha resposta:

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E os que acham que pelo fato de escrever sobre sexo estou lá procurando cobaias:

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Até que pesquiso mesmo e isso é involuntário já que tenho esse blog, mas juro que nunca fiz teste do sofá com nenhum.

Só pra deixar claro, estas considerações que estou fazendo são minhas e não pretendo definir nada. É apenas o que percebo no funcionamento da paquera nesse mundo virtual.

Vale lembrar que muita gente adora esta forma de se relacionar. É fácil perceber que os tímidos se sentem muito confortáveis nesse ambiente. Para estas pessoas, no aplicativo tudo funciona de forma menos tensa. Quando o perfil é curtido, só pelas fotos, já se tem uma prévia aprovação então dá pra perder o medo da rejeição e ir à luta. Mas aí é que mora o perigo! A autoestima se eleva e o cara passa a se achar o “pica das galáxias”. O aplicativo lhe dá uma segurança imaginária e então o moço acredita que tá bombando e começa a bagunçar.

A grande verdade é que esses aplicativos ajudam, mas há riscos. Seu uso excessivo pode gerar um ego gigantesco e sem freios. Estar neste tipo de ambiente de paquera sem respeitar limites pode iludir os dois lados. Os homens seguirão achando que podem ter todas as mulheres que desejarem e as mulheres seguirão sem saber com quantas outras estão “disputando” o cara.

É lógico que existem (raríssimas) exceções por lá e é possível encontrar alguns caras que queiram mesmo algo sério, que tenham vontade de conhecer uma mulher “de cada vez” e até se envolvam de forma séria. Assim como também existem algumas mulheres que não estão em busca de algo tão sério assim:

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Enquanto alguns acham que deveria existir mais seriedade, outros adoram é a zoeira mesmo.

Como eu disse, não estou aqui para estabelecer verdades absolutas e respeito as diversas formas de pensamentos. Mas cheguei à conclusão que gosto mesmo é da paquera que começa com olhares, sorrisos, que dá frio na barriga só de passar perto e falar um “Oi, fulano”. Mas como tá difícil esta possibilidade no mundo real, vamos seguindo com as oportunidades do mundo virtual mesmo. É o que tem pra hoje!

 

Os prints das conversas com os moços são do meu aplicativo. O print do perfil da moça foi encaminhado por um moço que me deu algumas contribuições para o texto. As demais imagens foram encontradas no Google sem créditos.  

 

Mas se o destino insistir…

Mas se o destino insistir…

Se você quiser pode ler o texto ouvindo:

O texto a seguir é meramente uma inspiração e não baseado em experiências reais.  

 

Ele fala o tempo inteiro de si mesmo e das suas histórias.

É disperso, intenso e solar.

Tem um jeito meio moleque, mas com a responsabilidade de um homem maduro.

É leve e ao mesmo tempo denso.

Ele encanta com uma sedução que não é ensaiada ou planejada.

Tem a cabeça cheia de teorias, paradigmas e conceitos formados.

Faz questão de dizer que não é um homem que demonstra sentimentos. Até se confessa meio frio e desligado.

É sincero e impaciente como cabe aos filhos de saturno.

Ele conta suas manias durante uma garrafa de vinho e mostra a maneira engraçada de reclamar de quase tudo.

Me pergunto o que me atrai em alguém com inúmeros pontos a serem considerados…

Mas quando ele chega perto e me puxa pela cintura… tudo muda e eu tenho a resposta.

O beijo parece que foi feito pra combinar com o meu e cada movimento dos nossos lábios é sincronizado.

O abraço encaixa de uma forma perfeita… é como se fosse o mesmo número, a tampa da panela ou qualquer coisa do gênero.

A pele dele queima a minha e a gente incendeia.

O cara que se diz frio se transforma num homem sensível e entregue. Somos só eu e ele nesse momento e não existe o mundo lá fora, não existem outras pessoas ou outros motivos.

A gente brinca, se olha e concorda que formamos um belo casal… mas não somos. Somos só uma tarde de domingo ou uma noite de quarta-feira. Nada além.

E eu quero alguém que fique, que esteja comigo mais que um dia da semana, que me abrace todas as vezes que eu quiser e não de vez em quando. Eu não quero uma noite apenas.

Ele também quer tudo isso, mas ele quer muitas outras coisas também e ainda não entendeu o que quer com mais intensidade.

Talvez ele descubra logo, talvez demore muito tempo, mas eu decidi não ficar pra esperar.

 

Crush e Contatinho

Crush e Contatinho

No mundo dos relacionamentos muita coisa continua igual, mas outras mudaram muito. Namoro, por exemplo, é algo quase em extinção, em contrapartida o povo tem inventado várias modalidades para se relacionar.

Enfim… não vou entrar nesse assunto agora. O que quero falar aqui é sobre as nomenclaturas usadas para identificar o alvo. Sim, o objeto de desejo, dos sonhos, da vontade… a pessoa que você está se encantando, apaixonando ou só com um pouco de interesse mesmo.

Outro dia eu conversava com uns colegas do trabalho e um deles perguntou a diferença entre “crush” e “contatinho”. Foi uma confusão até todo mundo entender as definições corretas. Depois começamos a falar do termo “ficantes” e por aí foi a conversa.

Muitos nomes já foram usados no universo do jogo da sedução. Certamente você vai lembrar de alguns como: paquera, peguete, bofe, ponta, boy, rolo, boy magya, frete… e outros.

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Mas agora todo mundo tem que se atualizar, afinal estamos na era dos CRUSHS.

Caso alguém ainda não saiba o que é, explico: crush nada mais é que uma gíria em inglês que significa alguém por quem você tem uma “queda”, alguém por quem você seja apaixonado, ainda que não esteja pegando, entendeu? É por quem seu coração bate mais forte.

Só que mal acabamos de nos acostumar com esta expessão e eis que surge uma outra, o tal do CONTATINHO.

Mas o que vem a ser este ser?

Vamos lá:

Contatinho é quem você pega enquanto não consegue pegar o crush e tá sem fazer nada. O contatinho tá sempre disponível e o crush você ainda tem que conquistar. O crush você quer pra algo mais sério e o contatinho só pra “dar uns pega”.

Contatinho você pode ter vários, já o crush… também. Isso vale para os quem conseguem administrar muita gente ao mesmo tempo.

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Contatinho é aquele que você pode encontrar na balada com outra pessoa do lado e tá tudo bem, o Crush se estiver acompanhado já te desestrutura. Contatinho é pra se divertir enquanto não chega o dia de ter o crush ao seu lado.

Crush pode ser platônico também… nem sempre é algo concreto, muitas vezes mora só no seu coração e no seu desejo.

É isso aí, gente! Vamos nos atualizando com os novos termos, apesar de que tem outros que nunca mudam, como é o caso dos “FICANTES”.

Particularmente, tenho horror à este termo, afinal essa pessoa tá sempre PASSANDO e nunca FICANDO de verdade. Existem até casos de ficantes que se tornaram namorados, mas a grande maioria só vem, passa alguns dias ou semanas e depois vai embora. Quando você não se apaixona até que não tem problema, mas do contrário segue colecionando o fim de pequenas paixões no coração.

A grande verdade é que as expressões vão se renovando, mas as situações já existem desde que o mundo é mundo, gente! E se existir dúvida na hora de medir o sentimento e saber quem importa mais, basta recorrer ao teste (também já existente) do frio na barriga.

A pessoa que causar este sintoma é a única que vai te fazer parar o baile.

Deu match

Deu match

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Ed Sheeran

 

Ele gostou dela mesmo depois dela dizer que não conhecia nada dos Beatles e que preferia os Rolling Stones.

Ela gostou dele mesmo depois de reparar naquela rabugice de reclamar de quase tudo.

Ele gostou dela mesmo percebendo que nela morava uma certa impaciência e alguns medos bobos.

Ela gostou dele mesmo depois que ele disse que toda essa história de combinações entre os signos não faz nenhum sentido.

Ele gostou dela mesmo não entendendo o motivo dos sorrisos fáceis que ela dava a todo momento.

Ela gostou dele mesmo vendo que aquela calça jeans não tinha nada a ver com o tênis.

Ele gostou dela mesmo não sendo romântico e vendo que ela era.

Ela gostou dele mesmo cansada de ouvir as mesmas conversas sobre “não sei se estou preparado para me envolver”.

Ele gostou dela mesmo depois dela dizer que não gostava de cozinhar.

Ela gostou dele mesmo quando percebeu que ele roía as unhas.

Ele gostou dela mesmo quando ela contou que está cada vez mais difícil confiar nos homens.

Ela gostou dele quando se despediram e ele pediu que ela mandasse uma mensagem quando chegasse em casa.

Ele gostou dela mesmo não sabendo se ela aceitaria um segundo encontro.

Ela gostou dele mesmo percebendo tanta coisa que a atraía e que a afastava em uma mesma pessoa.

Ele gostou dela sem saber muito por quais motivos e mesmo sem conhecer todos esses motivos sentiu vontade de tentar.

Ela gostou dele. Ele gostou dela.

E mesmo sem acreditarem muito que daria certo, resolveram apostar que daria.

 

 

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