Ziah e os seus amores

E Salve Jorge continua sendo assunto…
Por motivos diversos: os erros de continuidade, as discrepâncias dos idiomas e fuso horário, a curta distância entre o Brasil e a Turquia, o buço de Vera Fischer que não mexe e a desnecessária presença de alguns personagens.

Mas a autora diz que temos que voar para entender a trama, então não vou entrar aqui na discussão desse roteiro… muito menos questionar se ela tem tomado as bolinhas certas. Quem quiser divagar sobre a novela, acessa o Morri de Sunga Branca que lá eles fazem resenhas maravilhosas e engraçadíssimas.

O nosso assunto aqui é o universo dos relacionamentos, então é nisso aí que vamos focar. Hoje analisando a louca vida amorosa de Ziah (Deus benza, multiplique e traga um pra mim), o guia gato e comedor que traça as turistas e até o início da novela, não queria nada sério com ninguém.

Entenda melhor esse triângulo amoroso, antes deles se envolverem:

Ziah (Deus benza, multiplique e traga um pra mim): era solteiro e desfilava o seu charme para todas, pegando várias e não se amarrando a nenhuma.

Bianca: solteira, na pista e esperando reboque… é daquelas mulheres que só se apaixonam por homens que a esnobam e que nunca ficou muito tempo com os que caíram de amores aos seus pés.

Ayla: solteira, doida para casar e alimentava um amor platônico por Ziah. Faz parte daquele grupo de mulheres que nasceram para ser dona de casa, ter filhos, cuidar do marido e espantar as galinhas que forem ciscar no seu terreiro.

Trama vai, trama vem e tudo ficou assim:

Bianca largou o marido na lua de mel para fugir com Ziah, que também se apaixonou por ela. Ficaram juntos por um tempo, mas Bianca não se acostumou com a vida de mulher casada da Capadócia, então se picou e largou Ziah sozinho e apaixonado.

Ziah decide casar com Ayla, que já tava ali dando sopa e serviria para ser mãe do seu filho (não tem tu, vai tu mesmo).
O casamento dá certo, Ziah se apaixona de verdade por Ayla e começa uma linda história de amor.

Bianca descobre que Ziah está feliz e casado, bate o arrependimento e com ele a sensação de perda que é confundida com outros sentimentos… larga tudo no Brasil e vai atrás de Ziah (quem não iria?).

Chegando lá, Ziah faz o tipo difícil e bem resolvido, dizendo que não quer mais nada com ela… Bianca não desiste e continua por perto.

Como é peculiar à classe masculina, Ziah não consegue parar de pensar em Bianca e fica logo atiçado sabendo que aquela alma tá querendo reza.
Então ele desiste de pensar com a razão e o coração… e deixa a decisão a cargo do Pinto, que por sua vez é uma criatura boa…bem boa, mas não pensa… apenas obedece à ereção… e aí vai atrás de Bianca.

Assim instala-se a putaria! Ziah continua com Ayla, tendo um caso com Bianca e afirmando que não vai terminar com nenhuma das duas, pois ama ambas.
Enquanto isso, a sonoplastia capricha nas trilhas e nós vamos acompanhando e achando até bonito e natural essa descaração.

Zyah, meu amor… pensa melhor! Se fosse só por desejo ninguém teria uma pessoa só. Temos os nossos amores, mas pegamos muitas pessoas mentalmente… só não dá para realizar e querer comer todo mundo ao mesmo tempo.

Vou dizer uma coisa… nunca vi uma novela com tanto homem safado!

Sem moralismos… afinal sabemos que trair não é algo novo, mas ainda prefiro uma boa história de amor verdadeiro e fiel.

O cara

Não acompanho muito a novela Salve Jorge, mas do pouco que entendo, este é um pequeno resumo da vida sentimental do personagem Theo (Rodrigo Lombardi):

Ele namorava a tenente Erica (Flávia Alessandra), viviam felizes e cheios de planos até que o capitão conheceu Morena (Nanda Costa).
Então ele troca Erica por Morena, sem pestanejar… obviamente foi uma paixão fulminante e avassaladora, não dava para desobedecer o coração.

Como a parte que levou o pé na bunda, Erica sofre, vai ao fundo do poço, mas tenta reconstruir sua vida… começa a sair com outros caras, mesmo sem estar envolvida, tentando esquecer o amor por Theo.

Mas eis que Theo e Morena se desentendem e rompem a relação… o rapaz, mesmo se dizendo tão apaixonado, resolve partir para outra e não descarta um flerte com a ex, que cai feito uma patinha.

Quando Erica acha que vai retomar a relação, ele volta para Morena…
E se você pensa que acabou por aí, ta muito enganado.

Mais uma separação e Theo volta para Erica, desta vez até com planos de casamento… o que é obvio que não vai acontecer, pois Morena está voltando do mundo dos mortos e ele vai largar tudo para ir atras dela.

Sem falar que no meio de todo esse processo, Theo beijou a melhor amiga de Erica e levou para cama a algoz de Morena, com a singela explicação de que era para se vingar. Oi?

Isso tudo é um pouco demais para minha cabeça.

Por mais que eu reflita, não sei qual dos dois é mais doente:

Theo, que não consegue ficar sozinho e precisa desesperadamente de outra pessoa, neste caso a ex, para superar a tristeza… ou Erica que perdeu todo o amor próprio por causa desse homem.

Tem gente que não sabe mesmo enfrentar o fim de um amor sozinho… precisa logo engatar outra relação acreditando que “doença de amor só cura com outro”.
Tudo bem que o mocinho faça parte desse grupo, mas precisa ser com a ex?

Será que não dá para perceber que da parte dela o sentimento é verdadeiro?

Certo, estamos falando de ficção, mas na vida real também acontece muito isso.

Na minha humilde opinião, as pessoas precisam viver o luto do fim de uma relação… se terminou gostando, deixa passar a quarentena… sofra, chore… se reconstrua.
O que não é legal, é envolver uma terceira pessoa na história, sendo egoísta e usando essa companhia como um step.

Tenho certeza que Roberto Carlos não está nada satisfeito de ter feito a música “Esse cara sou eu”, para um tipinho como Theo.

Theo é o cara…
O cara mais sem noção que já vi em novelas… um verdadeiro anti-herói.
Acho que Gloria Perez não anda entendendo muito sobre amor… ou sou eu quem não entende mais nada… o que deve ser mais provável!

Síndrome do homem comprometido

O remake da novela Guerra dos Sexos, está bem fiel à sua primeira versão, pelo menos no que se refere aos personagens principais.

Mas continuo achando que antigamente as novelas eram mais românticas… o beijo era mais esperado, a trilha sonora era mais impactante… enfim, tinha mais romance… até os casais só ficavam juntos no final, deixando a torcida louca de ansiedade.

Atualmente, as histórias são mais rápidas e as cenas românticas perdem espaço para o humor pastelão e para outros núcleos.

Mas voltando à Guerra dos Sexos, o que me fez trazer esse assunto hoje, é a história de Juliana (Mariana Ximenes) protagonista da trama… uma mocinha daquelas que espera viver um grande amor.

O problema é que Juliana está sempre procurando o amor, onde existem barreiras.

Para você entender: no início ela tem um caso com o fotógrafo Fábio (Paulo Rocha) que é casado com uma mulher problemática e doente de ciúmes, depois de passarem por maus momentos, Fábio se separa, mas Juliana se afasta e não quer mais.

No meio de toda a confusão, o motorista Nando (Reynaldo Gianecchini) que sempre foi apaixonado por ela e nunca notado, se envolve com uma outra mulher, Roberta Leone (Glória Pires) e coincidentemente quando isso acontece, Juliana começa a se apaixonar por Nando.

Agora vamos sair da ficção e imaginar situações como esta que são vividas por algumas pessoas… na vida real, muitas mulheres se dizem sem sorte por só aparecer homens comprometidos nas suas vidas, mas sempre estão se envolvendo com um deles.

Não há evidências de que há uma busca pelos homens emocionalmente indisponíveis, mas por ironia do destino ou por um desejo inconsciente, essas mulheres voltam sempre ao mesmo padrão.

Coincidência ou não, alguns amantes acabam o relacionamento quando uma das partes se separa… talvez o que estivesse sustentando o caso, seja mesmo o mistério e a iminência do perigo.

O caso da protagonista da novela, parece mais uma triste reviravolta do destino, mas ainda assim, vale analisar se ela não tem um desejo oculto pelo que é proibido.

As traições podem até parecer divertidas no início… uma pequena porcentagem  das mulheres que se envolvem em algo assim, tem consciência de onde estão se metendo… mas a grande maioria se apaixona de verdade e torce para que o caso se torne um relacionamento oficial.

Os homens possuem um maior distanciamento emocional para lidar com isso.

Há os que querem mesmo só uma diversão extra e que não pretendem abandonar a namorada e há os que se envolvem e resolvem romper com tudo para bancar a nova paixão.

Não é condenável que você se apaixone por alguém comprometido, as pessoas possuem encantos e podem despertar sentimentos, mesmo sem essa intenção.

O que conta mesmo nesse tipo de situação, é a forma que você irá conduzir… continuar investindo, ignorando que existe uma terceira pessoa, é o grande erro de quem entra nessa. Se apaixonar é uma coisa… querer viver essa paixão proibida já é arriscar demais.

Mas a síndrome do homem comprometido, é real para algumas mulheres… aquelas que não querem compromisso sério, apenas um bom sexo e nada de cobranças depois, então se envolvem com homens dispostos à isto, que normalmente tem uma relação estável.

Este não é o caso da mocinha da novela que no caso é só a dona de um coração sem sorte, mas algumas mulheres gostam mesmo desse tipo de aventura.

Sem querer julgar ou condenar nada, nem ninguém… não dá para ser egoísta e pensar só em você. O lugar já estava ocupado e respeito é fundamental.

Se apaixonou? Então tenta viver esse sentimento com liberdade, se não der para ser assim… melhor desistir!

O bom moço e o cafajeste

Digamos que você tenha encontrado o cara perfeito… aquele que toda mulher sonha!

Ele é carinhoso, fiel, te trata como uma princesa, trabalhador, pensa em um futuro juntos e é completamente apaixonado por você.

Claro que você não fica imune à tudo isso, se encanta pelas qualidades do rapaz e quer começar um relacionamento mais sério.

Mas vamos dizer, que antes dele você estava envolvida com um outro tipo de homem… aquele que é lindo, gostoso, que consegue te arrepiar da cabeça aos pés, basta um olhar para tirar toda a sua concentração, toma conta dos seus pensamentos e te deixa tonta só em falar no seu ouvido… em compensação, a criatura não vale 1,99!

E mesmo estando com o carinha que quer algo sério, você ainda se sente balançada pelo cafajeste e basta ele aparecer para acender tudo que está dormindo no seu corpo.

Dá pra entender? Quem explicar ganha um doce!

Essa situação está acontecendo com os personagens da novela “Cheias de Charme”… que são o triângulo: Elano, Cida e Conrado.

Cida, apesar de saber que o Conrado não presta e que Elano está cheio de amor e boas intenções com ela, não consegue dominar os sentimentos confusos que nutre pelo playboyzinho cafajeste.

Mas esta situação não acontece só nas novelas… muitas mulheres passam por isso e até se culpam por não obedecer a razão e ceder aos caprichos do corpo.

Na maioria das vezes, o arrependimento chega depois… mas até lá, é como se uma nuvem cobrisse todos os sentidos do equilíbrio e só mostrasse o desejo de arriscar o sentimento que fala mais alto.

Como entender que alguém possa abrir mão de um Elano, responsável, cuidadoso e sincero, por um “Conrado” da vida que só pensa nele mesmo e quer se dar bem com todas?

Para quem está de fora desse roteiro, pode até ser fácil argumentar, mostrar o que é, teoricamente, certo e acusar a pobre da moça… mas vivam a situação e depois me contem se é fácil mesmo tomar uma decisão sensata.

Acredito que como todo bom folhetim, Cida irá se decidir por Elano e os dois viverão um grande amor, mas acho que até eles se acertarem, Conrado ainda vai atrapalhar muito essa história.

O que acontece entre esse triângulo, nada mais é que uma imitação da vida real.

Certamente, alguém neste momento está passando por uma situação semelhante… só espero que os rapazes em questão, sejam tão lindos quanto os da novela.

Vamos combinar que assim fica até mais fácil sofrer, né?

 

Adauto é um “pobrema”

Ele é lindo de se ver!

Carinhoso, doce e muito protetor com a namorada.

Estou falando do Adauto (Juliano Cazarré) de Avenida Brasil, que namora a Muricy (Eliane Giardinni).

O autor retrata de forma engraçada, aquelas situações típicas dos pais dos jogadores de futebol, quando se separam: o pai com jeito de garotão que namora a menina bem mais nova e a mãe, frequentemente uma coroa enxuta, que arruma um namoradão também bem mais novo.

Mas ao contrário do que o preconceito popular afirma nas situações verídicas, estes relacionamentos da novela, não são por interesse… não são golpe do baú e sim, pautados em sentimentos verdadeiros de amor.

Voltando ao nosso Adauto (quem dera que fosse nosso, né), na minha opinião ele está dando um show de interpretação como o bonitão sem cultura, que fala errado e tem um gosto para roupas e presentes, bastante duvidoso.

Mas fico imaginando como vive um casal com essas diferenças, fora da telinha.

Até que ponto a beleza e o jeitinho doce, vence a diferença cultural entre eles?

Algumas mulheres dão prioridade à ter um companheiro, um estado civil garantido… tipo, não importa se ele é burro, eu tenho um marido ou namorado!

Mas outras, já não pensam assim… por mais que o gato seja manhoso, gostosinho e com uma boa pegada, depois de uma hora de conversa vazia, a moça já sabe que o rolo não vai durar.

Adauto faz todo mundo dar risada com a sua ignorância ingênua e os seus modos de um homem das cavernas, mas será que seria tão engraçado assim, conviver com um cara desses?

Bom, me parece que Muricy valoriza mais a performance de amante do rapaz, do que essas coisas… na verdade, o que ela quer mesmo é fazer ciúmes ao ex-marido, que ainda é sua grande paixão.

Pensando na nossa realidade, será que as poucas horas de cama, na rotina de um casal podem superar a falta de uma boa conversa?

Falar besteira, assuntos corriqueiros e amenidades, todo mundo fala… mas na hora daquele papo reto, daquela vontade de compartilhar experiências, de pedir uma opinião relevante ou um conselho… só mesmo com alguém que, no mínimo, entenda o que você está dizendo.

Esse romance é muito lindo na novela, mas não sei se na vida real ele teria a mesma beleza.

Vai depender muito dos envolvidos!

E você? Acha que a embalagem supera o conteúdo?

Por hora, vamos nos ater ao Adauto nosso de cada dia… que ajuda a embelezar o núcleo do Divino e faz a gente dar muita risada com as suas gafes e erros de português.

Afinal, com um espetáculo desse, não tem “pobrema” se não rolar conversa…

Pin It on Pinterest