Fé e Devoção no Caruru de Cosme e Damião

Cosme e Damião,
Damião cadê Doun ?
Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Cosme e Damião,
Damião cadê Doun ?
Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Dois dois sereias do mar
Dois dois mamãe Iemanjá
Dois dois sereias do mar
Dois dois mamãe Iemanjá 

Cosme e Damião,
Damião cadê Doun ?
Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Cosme e Damião,
Damião cadê Doun ?
Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Dois dois sereias do mar
Dois dois mamãe Iemanjá
Dois dois sereias do mar
Dois dois mamãe Iemanjá

Olá, meus leitores queridos!

Vamos falar de caruru? Afinal de contas, ainda estamos em época de comemorar essa festa linda: o dia de São Cosme e São Damião!

Mas quem são eles?

Para quem ainda não conhece, vamos à historia desses dois santos:

 

Nos dias 26 (para os católicos) e 27 de setembro (para o Candomblé e a Umbanda), comemora-se o “Dia de Cosme e Damião”. Cosme e Damião eram irmãos gêmeos, médicos e que viveram na Ásia Menor. Ficaram conhecidos, porque curavam pessoas e animais sem cobrar um centavo por isso. Morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Na religião católica, o dia 26 de setembro lembra os jovens que pregavam os ensinamentos de Jesus Cristo. Eles são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

No Candomblé e na Umbanda, o dia de Cosme e Damião é 27 de setembro e são conhecidos como os orixás Ibejis. São filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Seus devotos e simpatizantes têm o costume de fazer caruru (uma comida típica da tradição afro-brasileira), chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” representando os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi), e doá-lo às crianças.

Na Igreja Ortodoxa, os santos são celebrados no dia 1º de novembro. Já os ortodoxos gregos comemoram em 1º de julho.

São Cosme e Damião também são considerados protetores dos gêmeos e das crianças. Daí advém o costume de distribuir doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.


Quem conhece a tradição do caruru de sete meninos?

Dentro do sincretismo, é sabido por quem oferece o caruru para Cosme e Damião que ele é colocado em pequenas porcoes, em vasilhas de barro, aos pés das imagens dos santos. É colocado ao lado das velas, balas e água. Depois, serve-se o caruru a sete meninos com, no máximo, 7 anos cada. Eles comem juntos, com as mãos, numa grande gamela de barro ou bacia. Só então é a vez dos convidados participarem da celebração. Enquanto as crianças comem, os adultos ao redor cantam as antigas cantigas dos gêmeos.

Eu particularmente adoro abordar esse tema, porque me remete a uma infância agradável vivida por mim em Salvador. Todo ano, no dia 27 de setembro, eu participava da roda dos sete meninos quando criança; depois de adulta, passei a cantar as cantigas, como canto até hoje, sempre que estou na Bahia nessa data!!! <3

Caruru é a minha comida predileta e esse ano eu estava impossibilitada de ir ate à Bahia por conta das minhas atividades no Rio de Janeiro, mas não pensem que fiquei sem comer o meu caruru, não!!! Tratei de ir até São Paulo quando vi o anúncio de um restaurante de comida baiana, que dizia que nos meses de setembro e outubro iriam oferecer caruru completo! Li, reli e, sim, era exatamente isso que estava escrito naquele anúncio. Pasmem! Peguei um ônibus e viajei por seis horas até SP, unicamente para matar o meu desejo de comer o caruru! Tem a mesma graça que comer na Bahia? Não! Mas não posso negar que fui feliz aquele dia!!! Agora, dêem só uma olhadinha no meu prato!!!

Muito bom! É uma tortura falar do caruru! Trazer a tona toda essa história, também é algo que me emociona. Embora eu esteja morando em outro estado, eu serei sempre ligada as minhas raízes , sobretudo porque foi na Bahia que eu nasci e é la que está o meu maior tesouro, a minha família!!!

Obrigada a todos vocês por acompanharem o blog e me motivarem cada vez mais a escrever!!!! Estamos juntos e isso me deixa muito feliz!!!

Até breve queridos!!!

Me despeço hoje com uma imagem minha na igreja do senhor do Bonfim, agradecendo por todas as graças alcançadas!!!

Ehhhh minha Bahia!!!! <3

Beijos!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O poder da gastronomia nas olimpíadas – parte IV

Oi, queridos leitores!                                                                                                                               Ainda há o que falar sobre as Olimpíadas e Paralimpíadas. Vocês querem saber? Aposto que sim! Pois bem, embora eu tenha trabalhado bastante, deu para aproveitar um diazinho! Tive a sorte de ir assistir a natação, o nosso Brasil infelizmente não levou nenhuma medalha, porém foi muito bem representado pelos nossos atletas guerreiros! Fora o clima da nossa torcida que é contagiante. Logo ao entrar no parque olímpico, senti uma energia muito positiva. Aquele mar de gente sorrindo e acreditando no nosso esporte, foi uma experiência incrível!!!

Bom, não posso deixar de falar sobre algumas curiosidades acerca do que chamo de “período olímpico” que vai desde as Olimpíadas até o fim das Paralimpíadas! Comecemos pelo termo “Paralimpíadas”. Por vezes tive dúvida sobre a sua forma correta; pensei até que fosse “Paraolimpíadas”. Todavia, fui dar aquela pesquisada e, então, dei fim ao mistério. Em tese, as duas formas estão corretas. Porém, neste ano, o Comitê Paralímpico Internacional estabeleceu o uso de “Paralímpico” por causa da tradução “Paralympic”, do inglês.  Aposto que eu tirei uma baita de uma dúvida de vocês, correto?

Agora vamos falar sobre a tocha olímpica. Muitos sabem que existem diversas diferenças entre a tocha olímpica e a paralímpica. Mas vamos refrescar essas informaçõezinhas. A tocha paralímpica foi escolhida por meio de um concurso entre 76 agências brasileiras. O modelo escolhido segue o mesmo padrão utilizado na tocha olímpica, porém, com algumas inscrições em braile. Confesso que fiquei morrendo de curiosidade de conhecer as outras 75 tochas e as agências que concorreram, mas pelo visto foi bem escolhida! Achei-a linda e digna!                                                                                                                                                           Vamos ao momento mais fofo do artigo? O que podemos falar dos mascotes mais fofos do Brasil? Eu me apaixonei pelo Tom e pelo Vinícius!  Pena que a pelúcia deles em tamanho grande custava R$650,00 nas lojas oficiais das Olimpíadas e digo mais… apesar dos preços, eles fizeram tanto sucesso a ponto dos estoques se esgotarem!!! A bem da verdade, essa é uma lembrança preciosa das Olimpíadas Rio 2016, né gente? Quase uma relíquia!  Olhem que fofos! <3

E por falar em Vinícius e em relíquia, me contentei com uma moeda que recebi muito despretensiosamente de um comerciante. Quando vi, tinha a carinha do Vinícius! Own, que amor! Pois é pessoal, para quem não sabe, circulou durante esse período olímpico moedas comemorativas dos jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

As moedas comemorativas surgiram com um objetivo simples: aproximar o público em geral dos Jogos. Assim, mesmo quem não pudesse assistir às competições poderia ao menos ter um souvenir do evento.

Curiosidade –> Apesar de a primeira moeda datar aproximadamente de 480 a.C., os Jogos modernos só apresentaram sua edição comemorativa em 1951.

Quem quiser adquirir as moedas como forma de guardar uma lembrança dos jogos olímpicos, é fácil, basta procurar os locais abaixo:

Pela Internet

– No site do Banco do Brasil: www.bb.com.br

– No site da Casa da Moeda do Brasil (moedas dos Jogos Rio 2016): www.clubedamedalha.com.br

Diretamente nos quiosques da Casa da Moeda do Brasil e nas lojas oficiais Rio 2016 (somente moedas dos Jogos Rio 2016):

– Na Praia de Copacabana, em frente à rua Figueiredo Magalhães (RJ)
Horário de funcionamento: de 10h às 22h, de domingo a domingo, até 30.9.2016

Vocês devem estar curiosos pra ver a tão famosa moedinha. Vamos a ela? Não é fofa!?!?

Bem, amados, aqui eu encerro essa série que fala sobre a minha experiência na Rio 2016!   Gostei demais, trabalhei muito, conheci pessoas ótimas e ainda aproveitei um pouquinho os jogos!                                                                                                                                         Continuem acompanhando o blog, porque no próximo artigo, vou falar sobre Caruru, afinal de contas, estamos no mês de setembro e eu prometo um artigo delicioso e com uma receita especial!!!

Beijos meus queridos e até mais!!!

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O poder da gastronomia nas olimpíadas – parte III

Olá, minha gente!!! No último dia 07 foi dado início às Paralimpíadas. Vocês estão acompanhando? Vocês acreditam se eu contar, que estou escrevendo esse artigo, enquanto espero na fila do supermercado? Esses são os meus momentos de “tranquilidade”. O rítmo esta super frenético, mas não vou deixar de contar para vocês o que tem acontecido!  No último artigo, falei sobre o evento “Chef`s Table”; agora é a vez do Hospitality que nada mais é do que um “Welcome” em ritmo de samba e muita comida boa em um dos salões do hotel Grand Mercure reservado para os hóspedes.

Confiram um pouco dessa festa no curto vídeo que consegui fazer: https://www.youtube.com/watch?v=UysC53l1wRw&feature=youtu.be

A produção não para! Criamos pratos da alta gastronomia para receber as delegações dos atletas paralímpicos e como não poderia ser diferente, os pratos são servidos individualmente e em larga escala. Dêem só uma olhadinha!

Paralelamente ao Hospitality, estão acontecendo outros eventos no hotel, como jantares para a delagação de um grande time de futebol, o buffet clássico dos hóspedes no salão principal do hotel e também um buffet que preparamos especialmente para um grupo de jogadores indianos, com a ressalva de que a vaca para eles é sagrada, portanto, nada de carnes vermelhas, apenas frango ou peixe.

Em meio a todos esses compromissos, desde a hora que eu chego até a hora de ir embora, não paro!!! Mas não há nada melhor do que fazermos o que nos faz feliz. Sendo assim, na realidade o cansaço que sinto não diminui nem um pouco o fato de acordar no dia seguinte animada para ir trabalhar!!!

Vou aproveitar e contar sobre umas delícias que provei la no Bistrô do hotel, onde quem assina o cardápio é a chef Morena Leite! Um belo dia fui até la visitar a cozinha e cheguei exatamente quando estavam preparando as entradinhas para servir os clientes! Como fã declarada da Morena Leite, fui convidada para provar nada mais nada menos que esse prato:

Composto por coxinha de batata doce com recheio de galinha d'angola e molho de pequi; churros de tapioca com vatapá de lagosta; bolinho de mandioca com queijo da canastra e molho de goiabada apimentado Canudinho de pato com molho de pitanga; bolinho de feijoada com molho a vinagrete

Não tenho palavras para descrever a delícia que é ter essa explosão de sabores na boca! Simplesmente incrível!!!

Como ainda tenho mais seis dias de eventos pela frente, encerro por aqui as novidades, mas fiquem sabendo que assim que acabar essa festa olímpica que está a minha vida nesse momento, retornarei com receitas maravilhosas!!!!        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O poder da gastronomia nas Olimpíadas Rio 2016 Parte ll

Wowww! Hello everybody!!! Ops… Fala minha galera linda!  Não, eu não abandonei vocês. Estou cheia de novidades e quero fazer desse artigo o meu diário olímpico, afinal de contas todas as novidades giram em torno das Olimpíadas Rio 2016 que foram incríveis.

 

Mas não pára por aí. Logo logo viveremos os jogos Paralímpicos que não serão diferente!!! Vou começar contando sobre um evento que aconteceu lá no Grand Mercure, o hotel onde estou trabalhando. Vocês já ouviram falar em Chef’s Table? Então, trata-se de uma websérie e série-documentário dos EUA exibida pelo Netflix. Esses queridos da foto acima são chefs estrelados da Mosimann’s Club, empresa liderada pelo grande chef  suíço Anton Mosimann’s, localizada em Londres. A equipe é formada por grandes chefs que promovem eventos por todo o mundo e dessa vez vieram para o Rio participar do Chef’s Table que aconteceu por aqui.

Eu tive a honra de trabalhar  com eles durante as Olimpíadas e foi simplesmente espetacular! Treinei o meu inglês que estava enferrujado, aprendi pratos incríveis, fiz amizades e ganhei ainda mais experiência!

E o grande chef dos chefs? O grandioso Anton Mosimann’s, que esbanjou simpatia e humildade enquanto apresentava os seus menus com maestria!!!

Descobri que o chef  Mosimann’s falava alemão, imediatamente me dirigi a ele, elogiei o seu trabalho e pedi para tirar uma foto. Ele com toda simpatia respondeu que tiraria a foto com prazer, mas tinha uma condição, ele também gostaria de uma foto comigo rss fofo não é? Tiramos a foto juntos e ainda me disse que tenho cabelos lindos rss. Que amor!

Segue a foto!

Depois da abertura do Chef’s Table realizado pelo chef Mosimann’s, era a vez dos chefs brasileiros representarem a nossa culinária! Alguns chefs foram escolhidos como o Leonardo Paixão de BH, Rafa Costa e Silva de RJ e o querido Rodrigo de Oliveira que comanda a cozinha do restaurante Mocotó localizado em São Paulo. Eu como boa fã que sou do chef Rodrigo, fiquei numa felicidade enorme em poder ajudá-lo em seus preparos. Fizemos uma costela de javali que ficou suculenta e deliciosa!!! Aprendi muito com ele e a sua equipe. E claro… registrei tudo!

Ai minha gente!!! Tanta coisa tem acontecido. Estou me desdobrando para realizar os meus eventos como personal chef em SP e ao mesmo tempo encarando a carga horária semanal lá do hotel.

Mereço ou não a medalha de ouro?

Apesar do cansaço, tem sido um desafio  gostoso encarar tudo isso. Estou crescendo pessoal e profissionalmente cada vez mais e sinto que muita coisa boa ainda está por vir!!! Aguardem! 🙂

Por hoje é isso, na próxima semana voltarei cheia de novidades e fotos para, claro, dividir com vocês!!!

Não deixem de visitar o blog, meus queridos leitores!!!

Estou de volta e a todo vapor!!! <3

Não esqueça de deixar seu “like” o artigo e/ou deixar um comentário olímpico aqui! 😉

 

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

O poder da gastronomia nas Olimpíadas Rio 2016

Olá, meus queridos!!! Eu sei, estou em falta com vocês, por isso já começo me desculpando, porque precisei me ausentar esses dias. O motivo? Olimpíadas Rio 2016!

Sim, tive a honra de ser convidada pelo grande chef espanhol Victor Hugo para integrar a cozinha do hotel Grand Mercure que fica no Riocentro aqui no Rio de Janeiro.

Por aqui, muito trabalho, muito aprendizado e muita satisfação! Ficarei no Rio até outubro e quero muito dividir toda essa experiência aqui com vocês!!!

Por questões éticas, infelizmente não vou poder divulgar o menu do hotel e nem postar imagens, mas garanto a vocês que pretendemos arrasar na cozinha e surpreender todo esse público estimado em 2,3 milhões de pessoas que virão para as Olimpíadas Rio 2016!

Uma coisa é certa, acordar para trabalhar com essa vista, já faz o dia começar com um astral bacana e aquele climinha que a boemia Rio de Janeiro nos proporciona! Esta sendo delicioso viver tudo isso e eu realmente conto com a compreensão de vocês quanto a minha ausência vez ou outra aqui no blog! Sempre que puder, irei postar receitas e contar as novidades!

Por falar em novidade…quem acompanha o blog, sabe que andei em terras paraenses há um tempo atrás tentando encontrar o chef Thiago Castanho em seus restaurantes localizados na capital Belém do Pará. Infelizmente não deu certo. Confiram tudo no artigo 

Mas olha o destino mostrando que esse mundo é mesmo pequeno e que se não foi naquele momento é porque não era para ser! Simplesmente andando pelas ruas cariocas, encontrei ele, o próprio Thiago Castanho que também estava por aqui a trabalho! Claro que eu não poderia deixar de registrar esse momento!

Achei-o simpático, entretanto não posso deixar de comentar que é um pouquinho metido rs, mas também né gente…o chef arrasa não só na cozinha, mas também na presença! Uauuuu!!!

No próximo artigo irei falar da chef Morena Leite já citada aqui no blog. Ela é a dona da receita magnífica “churros de tapioca com vatapá de lagosta” e assina o cardápio do Bistrô lá do Grand Mercure! Claro que irei conhecê-la, conversar, mostrar o artigo aqui do blog e depois contar tudinho para vocês!!!

Hoje ficarei por aqui. Passei para dar um oi e contar rapidinho as novidades da minha experiência na terra maravilhosa. Já já entrarei na cozinha para produzir delícias!!! Quem estiver pelo Rio, venha jantar aqui, pois o restaurante é aberto ao público!

Me despeço de vocês com essa imagem minha lá no terraço do hotel! Olhem essa vista!!!

Até logo, queridos!!!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A simples nobreza da Comida Brasileira – Parte lll

 

Olá, pessoal!!! Quem gosta de uma boa galinha ao molho parto? Ou seria Galinha Cabidela?

É óbvio que esse prato não poderia ficar de fora, afinal os protagonistas dessa nossa série são os pratos da culinária brasileira. O curioso é que esses pratos, embora típicos da nossa cozinha, têm normalmente sua origem na cozinha portuguesa, espanhola, africana e assim por diante. Por isso, gosto sempre de apresentar para vocês um pouco da história de todos eles, pois, assim, fica mais fácil de entender a riqueza da construção de um prato a partir de suas influências.

Como surgiu a galinha ao molho pardo?

A Galinha ao Molho Pardo tem sua origem na culinária francesa, mas foi trazida ao Brasil através dos portugueses pelos colonizadores no século XVI. Também é conhecida no Nordeste como Galinha de Cabidela (pois em Portugal são usados miúdos e extremidades chamadas de “cabos”, por isso o “cabidela”). Antes de ir à mesa, a ave guisada (ensopada) e em pedaços é acrescida do próprio sangue, colhido no momento do abate e misturado ao vinagre para não coagular. O resultado é um molho escuro – daí o nome do prato.

Entre uma torcida de nariz e outra dos comensais pelo exotismo do preparo, o sabor é irrepreensível e digno de um banquete.

Falar de galinha ao molho pardo, me remete a minha infância. Eu adorava esse prato, mas é claro que nem imaginava na época que ele era feito com o sangue da galinha rs; mesmo porque eu era “chata pra comer” e a minha mãe bem sabia, que se me contasse do que era feito o molho pardo, eu jamais o provaria! Me deu vontade de ligar para ela lá na Bahia apenas para agradecê-la, afinal de contas, a galinha ao molho pardo é simplesmente deliciosa.

 

Infelizmente a venda de sangue in natura não é regulamentada e a Coordenação de Vigilância em Saúde de São Paulo não permite o uso sem origem comprovada. Embora alguns chefs como o  casal Jefferson Rueda e Janaina Rueda, dos restaurantes Attimo e Bar Dona Onça  venham lutando contra isso, dando inicio, inclusive, a campanha #sangueéingrediente

Quem faz pratos com sangue de animais está preparando um produto ilegal. Não tem lei que proíba a venda, mas existe um registro no Sistema de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Rispoa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que não regulamenta a venda do sangue, ou seja, não indica como transportar, armazenar e embalar. A opção de comprar a ave viva e abatê-la também é proibida, segundo a Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo.

 

Contudo, pelo menos, por enquanto nada de galinha ao molho pardo por aqui, mas já que estamos falando de sangue, vale a pena uma ressalva quanto à importância do ferro em nossa alimentação!!!

 

 

 

O uso de sangue de animais não é novidade na culinária. Ficando restrito a receitas tradicionais com grande quantidade de ferro, o sangue, um mineral essencial para a saúde, e cuja falta gera anemia. Seus sintomas vão desde o cansaço extremo, sono frequente ou desânimo; dificuldade para aprender ou ficar atento; tornozelos inchados ou inchaço em outras articulações; queda de cabelo ou fios fracos e quebradiços; falta de apetite, alterações no paladar ou língua lisa; infecções frequentes, devido à baixa da imunidade.

 

 

 

VOCÊ SABIA


Existem diversos países, onde também prepara-se alimentos com o sangue do animal.

Dêem uma espiada:

França

Poulet en barbouille: semelhante ao frango ao molho pardo. Boudin noir: embutido de carne com sangue de porco;

Filipinas

Dinuguan: cozido de carne, miúdos e sangue de porco;

Polônia

Czarnina: sopa de sangue de pato, frutas secas e mel;

Vietnã

Tiêt cahn: sopa de sangue de pato, ganso ou porco com gengibre e amendoim;

Suécia

Svartsoppa: sopa de sangue de ganso, temperada com canela, cravo e gengibre;

Reino Unido

Black pudding: embutido de sangue de porco e aveia;

Alemanha

Brutwurst: embutido de sangue de porco;

China

Xué doufoú: tofu de sangue;

Espanha

Morcilla: embutido de sangue de porco;

 

Salvo os árabes e os judeus que estão proibidos pela sua religião de comer sangue.

 

 

Chegou o momento de aprender a fazer a galinha ao molho pardo! Se vocês forem bravos mesmo, vão abater o frango e extrair o sangue! Provocar, é comigo mesmo! 😀

INGREDIENTES

1 galinha caipira grande

60 g de polenta

*250 ml de caldo de legumes

100 ml de sangue de galinha fresco com vinagre

1 limão thaiti

1 Cenoura

1 Cebola

1 Talo de Salsão

1 folha de louro

1 galho de alecrim

30g de manteiga

Máquina e bolsa de vácuo

1 termo circulador

80 g de morcilla

1 Panela de pressão

3 dentes de alho

Sal e pimenta do reino

Óleo de milho

20 g de queijo meia cura

 

*Caldo de legumes:

1 cenoura

1 cebola grande

1 talo de salsão

1 folha de louro

500 ml de água

Obs.: Descascar a cebola, cenoura, salsão e cortar em cubos. Levar ao fogo com louro até que os legumes desçam para o fundo da panela. Coar e reservar.

Modo de Preparo

1. Cortar a galinha e marinar com a cenoura, cebola, salsão, louro, alho e alecrim por 24h.

2. Retirar a marinada. Selar as partes da galinha até ficarem bem douradas.

3. Saltear os legumes da marinada na mesma panela de pressão, cobrir com água e levar ao fogo até pegar pressão, deixar cozinhando por 15 minutos.

4. Retirar a pressão e deixar cozinhando até ficarem macios.

5. Retirar os pedaços de galinha e deixar o caldo reduzir pela metade.

6. Cozinhar a polenta no caldo de legumes, acertar o sal e reservar.

7. Colocar a morcilla em uma bolsa para cozimento a vácuo e cozinhar no termo circulador por 30 minutos a 65°c. Reservar.

8. Coar o sangue da galinha com vinagre em peneira bem fina.

FINALIZAÇÃO: Finalizar a polenta com a manteiga e queijo meia cura ralado. Em uma panela com o caldo de galinha reduzido, misturar o sangue aos poucos mexendo sempre para que o molho fique grosso e emulsionado. Servir a galinha com a polenta e o molho. Se preferir sirva com arroz branco.

Então é isso pessoal!!!! Espero que tenham curtido esse artigo. Se sim, por favor cliquem no botão “gosto” ou compartilhem!

Eu também gostaria de saber o que vocês acham da campanha #sangueéingrediente

Comentem a vontade!!!

Até mais queridos!!!

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A simples nobreza da Comida Brasileira – Parte ll

Olá, minha gente!!! No último artigo falamos do delicioso feijão tropeiro. E já que o assunto é comida brasileira, vamos falar de um prato que agrada a Gregos, mas não necessariamente a Troianos e vice-versa.

Estou falando dele: o mocotó. O mocotó é aquele prato que, ou você ama, ou odeia; e digo mais… já vi gente sair na briga pelo ossinho com tutano! Aliás essa é a verdadeira graça do mocotó, sejamos sinceros…

Com ingredientes ricos, nutritivos e de baixo custo, o mocotó, de uns anos pra cá, vem sendo reinventado por chefs estrelados da gastronomia, dando a ele um ar, por vezes, mais sofisticado. Entretanto, a origem desse prato rústico nos mostra outra realidade:

Na época das charqueadas, quando as partes do boi desprezadas pelos patrões, tripa grossa, tripa fina, partes do intestino retirado a pele ou virado do avesso, bem como outras partes por serem consideradas menos nobres, eram recolhidas pelos escravos, que as limpavam e as colocavam para ferver.

 

Aliás, outros exemplos que se encaixam nesse contexto histórico são: o sarapatel, a buchada de bode, o miolo de boi, o acarajé entre outros pratos de sabores marcantes, os quais também constituem heranças dos escravos!

O mocotó pode ser preparado de diversas formas, mas a receita básica contém, além do mocotó cozido, pedaços de linguiça, feijão branco, ovos cozidos picados, tempero verde e outros ingredientes, como pimenta malagueta, toucinho e azeitonas.

Mas afinal, o que é o Mocotó?

Exatamente. Pata de boi! E para quem não sabia, nada de fazer careta, hein!? rs

Por ser uma comida quente, o mocotó acalenta muitas almas no inverno! Dizem por aí que, além disso, ele também é afrodisíaco! Eu falei “dizem”, minha gente! rs

 

Esse prato é também advindo da tradição portuguesa e é muito conhecido como  as Tripas à moda do Porto. Na Espanha, por sua vez, um prato semelhante e também muito típico e antigo são os Callos a la madrileña.

 

Eu diria que esses pratos representam uma “Mocotó international version”! Uauuu!! 😀 Gente, deixa eu confessar algo para vocês… às vezes, por pura ingenuidade, eu penso que determinados pratos só podem existir no Brasil e o mocotó, claro, é um deles. Mas não é bem assim. Afinal, o mocotó nada mais é do que a pata do boi e o boi “gringo” também tem pata, certo!?rs  Portanto, é natural que eles, os gringos, tenham o jeito deles de preparar o mocotó e outros pratos que também tem muito a ver com a cozinha brasileira, como o cozido; que por sinal, é de origem espanhola. Enfim….

Bom, voltando ao Brasil e ao tema dessa série, vou ensinar duas receitas de mocotó para vocês! Já que estamos no inverno, nada mais gostoso do que tomar um caldinho de mocotó acompanhado de torradinhas! Hummmm! Mas também deixarei uma receita para quem quiser provar o mocotó preparado com dobradinha.

Caldo de Mocotó

Ingredientes:

  • 1 pé de boi (mocotó)

  • 1 limão

  • 2 folhas de louro

  • 2 folhas de limão cravo

  • 1 cebola

  • 3 tomates

  • 1 pimentão verde

  • 5 dentes de alho

  • 200 g de farinha de trigo

  • 40 ml de vinagre de maçã

  • 1 colher (chá) de colorau

  • 1 colher (chá) de semente de coentro

  • 1 colher (café) de pimenta-do-reino

  • 1 colher (sopa) rasa de cominho

  • 1 litro de caldo de galinha caseiro

  • Sal e pimenta a gosto

  • Cebolinha verde

  • Coentro em folhas

Modo de Preparo:

  1. Lave bem o pé de boi, esfregando-lhe um limão. Leve à panela de pressão com água suficiente para cobrir o pé e três folhas de louro. Cozinhe até que a carne esteja macia, saindo dos ossos (isso leva aproximadamente 35 minutos). Descarte a camada de gordura que se forma na superfície.
  2. Tire os ossos, corte os pedaços maiores de carne e junte ao caldo. Bata no liquidificador o alho, os tomates, a cebola e o pimentão, o colorau, o cominho, a pimenta, o vinagre e um pouco de água. Junte ao caldo do mocotó e deixe ferver.
  3. Dissolva a farinha em ½ litro de água, bata no liquidificador e junte ao caldo lentamente para não formar grumos. Deixe cozinhar por mais 20 minutos. A partir de agora, abaixe o fogo e junte os pedaços de mocotó, acerte o sal, junte o cheiro-verde (indispensável) e sirva com molho de pimenta, limão e farinha de mandioca à parte ou, se preferir, com torradinhas.

Mocotó com Feijão branco e Dobradinha

Ingredientes:

  • 1 pç de mocotó cortada em cubos

  • 500 gr de dobradinha

  • 300 gr de calabresa

  • 100 gr de bacon

  • 500 gr de feijão branco

  • 8 batatas

  • 3 cenouras

  • 100 gr de azeitona

  • 1 cebola

  • 1 pimentão

  • 2 tomates

  • cheiro verde

  • louro

  • limão

  • sal


Modo de Preparo:

  1. Cozinhe o mocotó, retire toda a pele do osso e corte em pedaços bem pequenos.

  2. Cozinhe o feijão branco junto com a dobradinha, louro e limão.

  3. Numa panela, coloque um pouco de óleo, o bacon, os dentes de alho socado, a calabresa cortada em cubos, as batatas e as cenouras também em cubos, tomates, pimentão e cebolas e refogue. Em seguida coloque o caldo do mocotó e deixe cozinhar até a cenoura e a batata ficarem no ponto.

  4. Coloque o mocotó, a dobradinha e o feijão, a azeitona, o cheiro  verde, sal a gosto e colorau. Misture tudo e deixe ferver mais um pouco. Sirva com arroz.

Então é isso minha gente! Espero que vocês tenham gostado desse artigo. Aproveitem bastante as receitas! Depois conta para mim se o troço é ou não é afrodisíaco mesmo!?  rsrs

Beijo e até o próximo artigo!!! <3

 



 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

A simples nobreza da Comida Brasileira

Olá, minha gente!!! Curtiram muito as festas de São João? Aposto que sim! Acompanhei muitas festas pelas redes sociais e quase morri de tristeza por estar em São Paulo. Mas sobrevivi… rs

Hoje darei início a uma série saborosíssima. Dessa vez contemplaremos nossa maravilhosa cozinha brasileira. Ela, que é dona de uma riqueza de sabores, criatividade e beleza inigualáveis!

Resolvi começar a série em grande estilo. apresentando um prato composto de feijão misturado à farinha de mandioca, torresmo, linguiça, ovos, alho, cebola e outros temperos.

Estou falando de um prato típico das culinárias mineira, paulista e goiana, estando, portanto, associado às culinárias locais dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Já sabem de que preto estou falando?

Sim, vamos de Feijão Tropeiro!!!

 

Desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortavam ainda parte do estado de Minas Gerais, conduzindo gado. A alimentação dos tropeiros era constituída basicamente por toucinho, feijão, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos repousos, comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, servido com farofa e couve picada. Assim, o feijão, misturado à farinha de mandioca e à outros ingredientes, tornou-se um prato obrigatório no cardápio dos tropeiros, tanto que deu origem ao feijão tropeiro que conhecemos hoje.

Agora sim Tropeirinho! Entendemos a sua história e passaremos a te apreciar mais!!!

 

Embora a receita original do feijão tropeiro seja o feijão carioca ou roxinho, é possível prepará-lo também com feijão de corda. Além disso, a farinha a ser usada pode ser também a de milho ao invés da de mandioca. E que tal prepará-lo à moda nordestina com o famoso cuscuz?

E então, vamos às receitas de feijão tropeiro à la Nordeste? Calma, povo, darei também a receita tradicional para não haver brigas!

Preparem, comparem e se esbaldem!!!

Feijão Tropeiro Nordestino com Cuscuz

Ingredientes

1kg de feijão de corda verde

500g de cuscuz

300g de linguiça calabresa

300g de bacon

300g de salsichas

1 cebola grande bem picada

2 tomates grandes picados

1 pitada de pimenta do reino

Sal a gosto

Tempero pronto em pó

1 colher (sopa) de óleo

Preparo:

Cozinhe o feijão em uma panela de pressão por 20 minutos, escorra e reserve.

Faça o cuscuz no cuscuzeiro e reserve.

Em uma panela, coloque uma colher de óleo, esquente, acrescente a linguiça calabresa, o bacon e a salsicha, mexendo até dourar.

Depois coloque a cebola picada até ela ficar mole; em seguida, coloque os tomates picados até ficarem derretidos, coloque uma pitada de pimenta do reino e tempero pronto; mexa até todos os ingredientes ficarem cozidos.

Após os ingredientes estarem prontos, junte na mesma panela com o feijão e o cuscuz mexendo até ficar uma mistura só.

Sirva quente.

Obs: Aliás gente, no último artigo do blog   ensinei algumas receitas de cuscuz recheado, caso alguém seja louco por essa iguaria. Vale a pena ir lá conferir!

Feijão Tropeiro Tradicional

Ingredientes:

150g de bacon picado em cubos

300g de feijão carioca cozido al dente

150g de linguiça de porco

200g a 300g de farinha de mandioca branca

2 cebolas médias picadas em cubos

7 ovos

1 molho cheiro verde picado

2 dentes de alho

Tempero a gosto

Preparo:

Frite o bacon juntamente com a linguiça.

Acrescente o alho e a cebola até dourar.

Coloque os ovos e mexa até firmarem.

Acrescente o feijão, uma pitada de sal e a farinha.

Misture até aquecer.

Desligue a panela e salpique o cheiro verde.

Sugestão de acompanhamentos: arroz branco, couve, bife de porco e torresmo.

 

Prontinho! Estou agora lançando um desafio para vocês! Qual tropeiro é mais gostoso?

Que pergunta difícil essa minha! Para quem não conhece o tropeiro nordestino, vai ter que preparar para poder opinar!

Aproveitem bastante as receitas e depois me digam o que acharam ao comparar!

Até o próximo artigo com mais um prato da nossa mesa que faz qualquer um babar!!! :-*

 

 

 

 

 


 


 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Amendoim, canjica, munguzá…arraiá! Anarriê, é São João pessoá!!! Parte lll

“Capelinha de Melão é de São João

É de Cravo é de Rosa é de Manjericão

São João está dormindo

Não acorda não

Acordai, acordai, acordai, João…”

Primeiramente VIVA SÃO JOÃO pessoal!!!! Hoje é dia!!!! Tô sabendo que o couro tá comendo por aí a fora e eu continuo sonhando com o meu São João Baiano!!! 

Gente, já que hoje é o dia dele, eu começo esse artigo com a imagem que explica a letra da canção “Capelinha de Melão”. Eu cresci cantando essa canção, mas só agora entendi o porque dessa letra (será que sou só eu?) rs

É um costume antigo homenagear São João no dia 24 de junho com uma capelinha feita de melão, cravo, rosa e manjericão,exatamente como na musica! Que amor!

Bom, hoje vou dedicar esse artigo a uma iguaria versátil, deliciosa e que tem tudo a ver com o São João do nordeste! Estou falando do cuscuz de milho!!!!!

Antes, vamos entender um pouco sobre a origem do cuscuz?

O cuscuz foi trazido para o Brasil na época da colonização pelos portugueses e era servido como base da alimentação dos escravos e também das pessoas pobres da época, que faziam a iguaria para vender em tabuleiros nos vilarejos recém formados.

A alimentação de um povo segue épocas e costumes. E com o passar do tempo, assim como o País avançou, o cuscuz acabou ganhando versões regionais. Conhecem-se hoje no Brasil várias formas de se fazer cuscuz, entre elas estão:

– O Cuscuz do Nordeste que é mais fiel às raízes: a qual a massa feita de fubá de milho, temperada com sal, e então, cozida no vapor e umedecida com leite de coco, com ou sem açúcar.

Essa versão nordestina é servida no café da manhã, com manteiga de garrafa, ou à noite, dissolvida em leite.

-O Cuscuz Paulista (e do Centro-Sul) é uma mistura de comida africana com comida portuguesa e leva tomate, sardinha ou frango, ovos, azeitonas, palmito e o que você mais desejar.

 

 

CURIOSIDADE:  Reza a superstição de que a época certa de plantar milho é no dia de São José, 19 de março, teoria de colheita certa.

 

 

Agora que entendemos mais sobre a origem do cuscuz, vou passar algumas receitas e mostrar que de fato o cuscuz pode ser preparado de diversas formas!!! Use a sua criatividade!!!

Cuscuz recheado com charque e calabresa

Ingredientes:

2 xícaras de massa para cuscuz

1 pitada de sal

1 xícara de água

1 calabresa em cubinnhos

150 gr de charque (previamente dessalgada, cozida e desfiada)

1 cebola cortada em rodelas finas

Preparo:

Refogue a calabresa e o charque (já cozido e desfiado) com a cebola e reserve. Misture a massa de cuscuz e o sal, depois regue aos poucos a massa de cuscuz com a água, até ficar todo molhado, mas não deixe encharcar demais. Deixe descansar por 30 minutos, você vai perceber que a massa dobra de tamanho e fica bem flocada. Depois só é colocar numa cuscuzeira (em formato peitinho para servir individualmente), alternando camadas de massa e recheio e deixe cozinhar por aproximadamente 10 a 15 minutos.

Esta pronto o seu cuscuz nordestino, mais fácil do que isto só dois disto.

Dica: Para finalizar decore o topo dele com catupiri e salsinha picada!

Cuscuz acompanhado de frango ensopado

Ingredientes:

Para a massa utilize o mesmo procedimento da receita anterior.

Para o recheio:

suco de 1 limão

1 xícara de *molho de tomate

1 cebola picada

2 dentes de alho

4 colheres (sopa) de azeite

500 g de peito de frango cortado em cubos

Sal e pimenta do reino (a gosto)

Salsa e alho poró (a gosto)

2 colheres de chá de Chimichurri

Preparo:

Corte o frango em cubos coloque a pimenta do reino e o suco de limão e reserve durante uns 15 minutos. Em uma panela, aqueça o azeite e doure o frango. Junte a cebola, alho poró, alho. Depois de tudo douradinha coloque o molho de tomate e deixe apurar por uns 10 minutos. Salpique a salsa e sirva em seguida.

*Para preparar o molho de tomate, separe três tomates maduros, retire a folhinha, faça uma cruz cortando levemente com a faca a parte inferior de cada um. Deixe ferver por 15 minutos, depois retire a pele e as sementes. Em seguida bata no liquidificador.

Dica: Depois de pronto, sirva o ensopado ao lado do cuscuz no prato.

Cuscuz Vegano com Linhaça

Ingredientes:

7 colheres de sopa: Farinha de milho flocada;

2 colheres de sopa: Linhaça sementes moídas;

7 colheres de sopa: Água;

1/8 colher de chá: Sal;

1 unidade: Tomate seco caseiro;

2 colheres de chá: Tofu cremoso.

Preparo:

1-Misture uma pitada de sal aos flocos de milho, adicione a água e misture com uma colher.

2-Leve à geladeira por 3 minutos (se morar em uma região fria não necessita). Dê uma mexida e deixe mais 5 minutos na geladeira.

3-Coloque a cuscuzeira para aquecer a água (a água somente pela metade).

4-Retire os flocos de milho da geladeira, acrescente a linhaça e misture.

5-Coloque a mistura na cuscuzeira distribua sem pressionar a superfície.

6-Deixe no fogo por cerca de 10 minutos ou quando começar a cheirar, está no ponto. Desligue o fogo e deixe mais 5 minutos.

7-Sirva o Cuscuz Nordestino com Linhaça acompanhado com tofu cremoso e tomate seco ou como desejar.

E aí, gostaram? Tem tanto para mostrar sobre o cuscuz que eu deveria ter dedicado uma serie a ele. Nem falei dos recheios de cuscuz doce que são maravilhosos! Isso porque estou falando do nordestino, mas volto para falar do paulista, do marroquino…haja cuscuz!

Fico por aqui! Até o próximo artigo com tema novo! Surpresa!!!! :*

E para o grand finale deixo aqui um poema de Guibson Medeiros que traduz a paixão do nordestino pelo cuscuz:

Cuscuz

Isso é ouro que reluz

esse sabor igual não tem

me trás energia e luz

com charque cai muito bem

eu não troco meu cuscuz

pelo hambúrguer de ninguém

(Guibson Medeiros)

 

Se você gostou desse artigo clique no ícone gosto ou compartilhe! 🙂


 


 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Amendoim, canjica, munguzá…arraiá! Anarriê, é São João pessoá!!! Parte ll

Olá minha gente!!! Vamos falar mais sobre as delícias juninas?

Que tal um café da manhã com cuscuz, ovos, bolo, pão na chapa, tapioca, carne guisada, geleias, queijo coalho, canjica, bolo de aipim, milho, pamonha….Uh! Já estou rolando só de listar a infinidade de opções que se tem para desfrutar de um belo café da manhã junino! Eu sou aquela que só de pensar nessa fartura já quero preparar tudo de uma vez, fechar os olhos e me sentir no nordeste!!!

Quando criança, em época de São João, a minha família tinha o costume de alugar casa no interior da Bahia, em uma cidade chamada São Francisco do Conde. Era incrível como cabia tanta gente em uma casa só rs primos, tios, eu, o meu irmão e os meus pais, mas essa era a parte mais gostosa da viagem, todo mundo fazendo tudo junto, cozinhando, contando piadas e se preparando para a noite ir curtir os shows na praça. Acho que é por isso que nesse período do ano eu me sinto mais emotiva, as lembranças que o São João me remetem são sempre de aconchego, alegria e amor, muito amor.

As apresentações das quadrilhas lá em São Francisco do Conde eram maravilhosas! Os bailarinos ensaiavam durante meses para participar do concurso de melhor apresentação. Sempre fiz questão de assistir e dar o meu voto. E por falar em quadrilha…vamos entender um pouco sobre a historia da Quadrilha?

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A “quadrille” francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da “contredanse”, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A “contredanse” se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

A “quadrille” veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste.

Sim, hoje estou meio tagarela, vou parar por aqui! Mas antes vou deixar aquela receitinha especial que não pode faltar ao final de um artigo como este!!!

Cocada queimada com catupiri

Ingredientes

1 xícara (chá) de açúcar (180g)

1 xícara (chá) de leite (240ml)

1 xícara (chá) de flocos de coco fresco (65g)

1 colher (chá) de manteiga (5g)

¼ da embalagem de catupiri (cerca de 100g)

Modo de preparo

Numa panela média, coloque o açúcar e leve ao fogo brando, mexendo sempre, até o açúcar derreter completamente e ficar cor de caramelo claro. Abaixe o fogo, junte o leite, os flocos de coco e a manteiga e cozinhe por cerca de 15 minutos, mexendo de vez em quando até o açúcar ficar totalmente dissolvido e o doce, ligeiramente cremoso.

Montagem

Separe 12 copinhos (de plástico, acrílico ou vidro) com cerca de 40 ml de capacidade e preencha até a metade com o doce de coco. Finalize a preparação com cerca de 1 colher (chá) de catupiri. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

Dica 1

O coco fresco deve ser ralado na parte grossa do ralador para que a preparação fique com textura flocada. E nem pensar em usar aquele coco cheio de conservante, vendido no pacotinho hein!?

Dica 2

Substitua o leite por leite de coco.

Meus queridos, vou ficando por aqui, espero que tenham gostado desse artigo e se forem preparar a receita dividam com a gente essa experiência aqui nos comentários!!! 😉

Beijinhos e até mais com essa série que está me enlouquecendo de saudades da Bahia!!!

Bom São João a todos!!!

 

 

 

 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário