Olhe o trem. As fotos que ilustram este post são uma reliquia. Tiradas por um fotógrafo alemão, no ano de 1906, registram o processo de extração do sal de Salinas da Margarida, na época um distrito da Ilha de Itaparica, a maior fonte de renda e de geração de empregos da região. Processo que teve inicio em 1881 quando o Comendador Manoel de Souza Campos associou-se a Horácio Urpia Junior para explorar e comercializar o produto, inclusive um dos itens de exportação na nascente indústria baiana.

As fotos registram os vagões conduzindo o sal entre trilhos que arrodeavam toda a localidade, as bombas puxadoras de água, o ensacamento do produto, os depósitos do sal, o porto para o embarque… São retratos, uma técnica da época que consistia em colorir com guache, retocar mesmo como se faz hoje no potoshop, os negativos revelados, de modo a ressaltar os detalhes que escapavam ao fotógrafo por conta das limitações do equipamento em relação á velocidade da luz.

Essas fotos foram editadas por Hermann Koch em Hamburgo, no ano aqui referido, e transformadas em cartões postais. Hoje Salinas da Margarida é um municipio independente, com acesso preferencial, ainda, através da Ilha, ou por Nazaré das Farinhas, com população estimada em 12 mil habitantes. E a indústria do sal é apenas uma página virada da história.

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