Em 1971 a Bahia comemorou o centenário da morte de seu maior poeta, Antônio de Frederico Castro Alves, e uma das solenidades previstas dentro da extensa programação cultural era o translado dos restos mortais do vate baiano para uma sepultura definitiva. Assim foi feito, mesmo que a contragosto de um de seus descendentes, sobrinho-neto, que desejava um túmulo mais suntuoso, do tipo um panteon, para o ilustre parente.

O assunto foi parar nos jornais, mas o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães, considerou que o local mais adequado seria na praça do poeta. Mandou construir uma cripta ao pé da estatua desenhada e esculpida pelo célebre artista italiano Pasquale de Chirico em 1923 e promoveu obras de urbanização no entorno.

Os ossos do poeta foram retirados do Campo Santo na manhã de 6 de julho de 1971, transferidos para o centro da cidade e depositados na urna funerária, procedimento que a lente de Ayrton Quaresma registro para a posteridade.

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