Durante séculos os governadores da Bahia despacharam e residiram no mesmo local. Primeiro na Praça Thomé de Souza, no hoje chamado Palácio Rio Branco; mais tarde, século XIX, na Avenida Sete, no sobrado onde hoje funciona o SEBRAE; também foram residências oficiais o luxuoso Solar de Cerqueira Lima, comerciante de escravos no seu tempo, hoje sede do Museu de Arte da Bahia, localizado no Corredor da Vitória e ainda o Palácio da Aclamação, localizado ao lado do Passeio Público.

Em inícios da década de 40 0 governador Landulfo Alves adquiriu um casarão no Alto de Ondina, com muito verde em volta, resquícios de mata atlântica original e esplêndida vista ao mar. Reformou a casa para ser residência de verão dos governadores, mas, não teve a manutenção adequada e achava-se muito deteriorada quando Hildete Lomanto, esposa do governador Lomanto Junior, assumiu para sim, em 1967, a tarefa de reconstruir, decorar e tornar habitável o Palácio de Ondina.

Convocou os melhores arquitetos, decoradores e artistas plásticos e adquiriu o mobiliário da empresa Móveis Ralf, então uma das maiores lojas de decoração do Brasil, com sede no sul do país, que elaborava projetos para bancos, teatros e residências de gente que podia pagar exclusividade.

As fotos de Valter Lessa mostram a fachada e um dos interiores do Palácio, logo após concluida a reforma, e inaugurada a residência oficial, que na prática foi a reconstrução da casa original.

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