Leitoras e Leitores,

Roberto Brito* é mais um corredor que tive o enorme prazer de conhecer pelas redes sociais. Corremos e vivemos na mesma cidade, percorremos nos mesmos caminhos, mas foi preciso essa incrível ferramenta digital para nos aproximar. Ele, mineiro, e eu, sergipano, dois expatriados apaixonados por Salvador e pelas corridas de rua.

Quando ele me disse que correria a sua primeira São Silvestre, fiquei feliz e lhe disse que apesar de vários probleminhas que essa prova tem, se trata do maior evento de corrida do Brasil. Acompanhei a animação dele em suas postagens e vibrei quando ele postou suas fotos com a medalha. E, para ficar ainda mais bonito, convidei o amigo para contar o que vivenciou nas ruas paulistanas. Com vocês Roberto Brito:

Às vésperas de completar 58 anos de idade, sabia que ainda tinha emoções a experimentar e vivenciar, mas não sabia que algumas delas seriam tão intensas.

Como corredor de rua, já me emocionei algumas vezes: na minha primeira prova de 10km, quando conclui a minha primeira meia maratona, na primeira Volta da Pampulha em minha terra amada, BH dentre outras.

Largada da São Silvestre. Foto: divulgação.

Largada da São Silvestre. Foto: divulgação.

O que eu não sabia é que ainda haviam emoções maiores para sentir.

Assisti diversas vezes pela televisão à Corrida Internacional de São Silvestre e me imaginei correndo nela. Então, em 2017, após alcançar alguma bagagem como corredor em provas de 10k e 21k e treinamentos levados à risca, me inscrevi para a tão famosa corrida. Pronto. Estava feito. Agora era seguir com os treinamentos e aguardar a data de embarque para São Paulo.

Viajei com 3 dias de antecedência.

Já no primeiro dia, retirei meu kit da prova. Naquele momento a “ficha caiu” de vez: vou participar da corrida mais famosa do país. O clima na retirada do kit é de festa e o movimento de corredores de todo o Brasil já me dava uma ideia do que estaria por vir.

Roberto 1

Na manhã do dia seguinte, sigo para um treino no não menos famoso Parque do Ibirapuera. Lá chegando, encontro muitos corredores se preparando, inclusive, os famosos quenianos.

Diferente de anos anteriores, quando o calor imperava nessa época, chovia bastante e a temperatura era baixa. Mas nada disso mudava o clima que a corrida gerava na cidade. Treino feito, agora era descansar e esperar pelo início da prova.

A primeira emoção aconteceu quando cheguei na Avenida Paulista, para aguardar a hora da largada e, junto a mim, naquele espaço, 30 mil corredores. De todas as raças, de todas as idades, sexos, nacionalidades… Todos ansiosos pelo momento esperado de correr aqueles mágicos 15 km.

Roberto num misto de emoção com alegria. Foto: acervo pessoal.

Roberto num misto de emoção com alegria. Foto: acervo pessoal.

A segunda emoção ocorre quando é dada a largada e todos que ali estão seguem juntos o caminho traçado proferindo gritos e sons de euforia, como em uma catarse coletiva.

Novas emoções surgem ao longo de todo o percurso, com o público aplaudindo, incentivando, estendendo a mão para uma troca de energia e força. Os corredores parecem heróis sendo reverenciados por seus feitos.

Após essa chuva de emoções, no km 13, surge ela, a temida “subida da Brigadeiro”. São quase 2 quilômetros de um aclive que, visto sem a devida atenção, não parecem tão ameaçadores. Mas, vencer aquela famosa subida, exige muito do corpo e da mente. Há que se estar preparado.

O êxtase de concluir a mais icônica prova do Brasil Foto: acervo pessoal.

O êxtase de concluir a mais icônica prova do Brasil Foto: acervo pessoal.

Vencido esse desafio, a grande emoção ficou reservada para o final. Entrar na Avenida Paulista e atravessar a linha de chegada. Essa é, sem dúvida, a maior das emoções. Naquele breve instante, um filme passou pela minha cabeça, lembrando toda a trajetória até àquele momento. Ai, elevei as mãos e agradeci a Deus por me proporcionar tão grandiosa experiência.

Como disse meu amigo Augusto Cruz – Guga, “Correr a São Silvestre é a maior homenagem que um corredor pode fazer a si mesmo.”

E voltei para casa, desejando repetir a experiência.

*Roberto Márcio de Brito tem 57 anos, é contador e servidor do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e é corredor.

#ibahia #sãosilvestre #corredoresdesalvador #corredorumestilodevida

Cartão de visita-02

 

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