Carta aberta de uma “mangueada” em recuperação

Por Monique Lobo

Eu já tinha assumido para vocês que desde as festividades do final do ano passado que eu ando bastante, digamos, “mangueada” quando o assunto é a corrida. Não há adjetivo mais sincero e mais “baianês” para explicar a minha postura. É como dizem por aí: recomeçar é mais difícil do que começar. Então, fui me enchendo de desculpas e nada de calçar o tênis outra vez.

Pelas minhas contas, já se passou mais de um mês desde o último treino. Portanto, a consciência começou a pesar. Não somente ela como a balança, também, já sentiu o efeito dessa displicência.

Correr com a galera estimula mais. Foto: acervo pessoal.

Correr com a galera estimula mais. Foto: acervo pessoal.

Essa dor na consciência me fez pensar em como tem sido difícil para mim dar o primeiro passo sozinha. A preguiça, por pior que seja é uma companhia. Então, resolvi ir em busca de um grupo de corrida para sugar dos futuros colegas o ânimo que está me faltando.

Falei muito sobre essa força coletiva presente nos grupos de corrida durante o projeto Eu, Corredor. Aqui, ainda não tinha tratado desse tema. E como, a cada dia, essa ideia me parece a mais acertada para espantar de vez o marasmo no qual eu me afundei, resolvi problematizar isso aqui com vocês.

Eu comecei a correr sozinha. Na época, quatro anos atrás, decidi correr para perder os quilinhos extras que nunca saem do corpo. Com o tempo e a perda de peso, parei. Mas, não parei só por ter alcançado o objetivo inicial, parei, também, porque não estava criando estímulos para continuar. E um desses estímulos é a companhia de outros corredores.

Monique está doida para voltar à rotina de treinos e proas com as amigas. Foto: acervo pessoal.

Monique está doida para voltar à rotina de treinos e proas com as amigas. Foto: acervo pessoal.

Um ano depois, entrei em um grupo de corrida e a minha relação com a corrida mudou completamente. Para além da assessoria esportiva, eu tinha gente que falava a minha língua. E ir aos treinos e provas “de galera” tem outro clima. Não fiquei muito tempo no grupo porque me mudei para um bairro bem distante do anterior. Segui correndo com o meu namorado. Não estava mais em um grupo, mas ainda tinha alguém ao meu lado.

Depois passamos para a academia e, por mais que fôssemos juntos, fazíamos treinos mais solitários. Aviso de antemão que não culpo a academia por minha ausência nas corridas. Minha relação com ela, como já compartilhei aqui, sempre foi bastante conflituosa, mas estávamos nos dando bem nos últimos tempos.

Só que a preguiça bateu na porta e se aliou a um conjunto de fatores que contribuíram para esse hiato prolongado, entre eles as festas e a comilança de final de ano, mudança de endereço e de rotina entre outras coisas.

Mas, estou disposta a dar um basta nisso o quanto antes porque, apesar de tudo, ainda sinto aquela coceirinha que todo corredor sente quando fica longe das pistas. Já estou preparando o meu retorno para um grupo de corrida e, consequentemente, aos treinos e, logo em seguida, as provas… Já estou até com algumas metas para 2018! Estou só esperando ele começar oficialmente, o que, aqui em Salvador, significa pós-Carnaval!

#jornalistaemmovimento #moniquelobo #ibahia #corredorumestilodevida

Cartão de visita-02

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