Por Thais Souza,

Essa semana me deparei com uma enxurrada de informações de amigas se inscrevendo para palestrar no SMW – Social Media Week, para quem não conhece, é o maior evento de mídias sociais da América Latina. A edição de 2016 acontece de 12 a 16 de setembro. Com isso, fiquei super feliz e me recordei de algo que questionei no Uhull Conect, durante a palestra da Monique Evelle (que é uma excelente palestrante!). Confira no vídeo:

 

Pois bem, ainda somos poucas em eventos, tanto como os que envolvem comunicação, quanto em outras áreas. Mas para mudar esse quadro a Ana Paula Passarelli, a Mariana Oliveira e a Nathália Capistrano mapearam profissionais que poderiam fazer palestras e workshops nas áreas da comunicação e melhorar a representatividade feminina nesses eventos. Confira e recomende AQUI.

O mais interessante do SMW é que se você tem um assunto relevante e uma ideia inovadora poderá inscrever sua palestra AQUI. Voltando para essa chuva de mulheres lindas e empoderadas, papeei com a Nadja Pereira que é jornalista, social media, pesquisadora e soteropaulistana (é de Salvador, mas mora em São Paulo) que fez uma pesquisa super interessante sobre “Diversidade étnico racial nos canais do youtube das marcas de beleza”. Confira o que ela tem a dizer sobre o seu tema:

Voto da Minerva: O que te fez pensar nesse tema para pesquisa?

Nadja Pereira: Adoro beleza e, por trabalhar em um aplicativo do segmento, não via mulheres como eu nos vídeos do youtube das marcas de beleza. Como o termo “beleza negra” era o mais buscado pelas assinantes do aaplicativo, eu fui ver se a procura destas mulheres era atendida pelas principais marcas brasileiras. Depois de definir a metodologia, eu assisti a centenas de vídeos e acabei, além de confirmar minha teoria, levantando outros problemas como colorismo, invisibilidade do homem negro e também de famílias negras.

Voto da Minerva: Qual o seu objetivo para palestrar no SMW?

Nadja Pereira: Mostrar que não existe um discurso vitimista por parte dos negros da classe média, que já reclamam representatividade (ou seja, normalidade) e estão se reunindo para boicotar as marcas que os ignoram. Ademais, o apelo sazonal de por negros em campanhas não é suficiente. Incluir de forma superficial, para tapar um buraco, também não é uma saída. Mesmo munidas de tantos números, as empresas perdem dinheiro ao enxergar a nova classe média (composta 75% por negros) de forma isolada e tão estereotipada. Para se ter uma ideia, aos 32 anos, não houve nenhuma propaganda brasileira – inclusive ligada à beleza – que tenha ficado em minha memória, que tenha me inspirado a adquirir um produto. Minhas principais referências são internacionais.

Para conhecer mais sobre a pesquisa da Nadja acesse AQUI. Ah! Para votar na palestra dela acesse esse link: http://goo.gl/1yDpNn

Também não poderia deixar de fora da lista outras lindas. Aproveita, vai lá, clica em cada link e vota nelas:

Cristal Bittencourt – blogueira de séries e social media. Quer palestrar sobre “O empoderamento feminino na publicidade digital”.

Paulinha Paz – executiva em planejamento e quer palestrar sobre “2016 e ainda se fala em Online x Offline”.

Também já falaram sobre convidar mulheres para palestrar: Tarcízio Silva e o Plano Feminino.

Até a próxima =)

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Seu lugar no mundo

Por Cindi Emanuele, Algumas negras, outras brancas; umas comunicativas, outras nem tanto; cristãs por essência ou por  ensinamento, num contexto...

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