Por Thais Souza,

Você tem 30 anos, quase isso ou um pouco mais? Acreditamos que você tem muitas histórias para contar e se identificaria com várias cenas no Espetáculo: Confissões de Mulheres de 30. A última apresentação foi nesse domingo, se não viu, perdeu!

Fomos conferir a peça que retrata preocupações, amores e temores das balzaquianas. Uma comédia que envolve o público na rotina feminina e aborda a visão dessas mulheres sobre casamento, primeiro namorado, separação, filhos, ex-maridos, tipos de homens no amor, grandes sonhos, sexo, mercado de trabalho e a preocupação com a maturidade. Afinal, essas questões sempre passam por nós, não é verdade?

Com direção do diretor carioca Fernando Gomes, o espetáculo é escrito por Cacá Mourthé, Clarice Niskier, Clarisse Derzié Luz, Debina Bernadelli, Lenita Plonczynski, Maitê Proença e Priscila Rozenbaum e produção de Marlucie Sie.

Ao conhecer as atrizes Mariana Moreno, Nanda Lisboa e Mariana Borges percebemos logo de cara que se tratava de mulheres empoderadas, descoladas e talentosas. Vejam como são lindas:

Nanda Borges, Mariana Moreno e Mariana Borges

Batemos um papo com elas e foi super divertido, confira:

Voto da Minerva: Como vocês tratam as mulheres e o trabalho na peça?

Nanda Lisboa: Interpretamos três mulheres bem diferentes e em alguns momentos elas se encontram em algumas situações. Com relação ao trabalho, a minha personagem, quando  se separa,  consegue um trabalho fora, passa um mês viajando e  encara isso como uma libertação, como se ela pudesse fazer qualquer coisa já que está solteira.

Mariana Moreno: Mas essas situações não são colocadas na peça como receita de realização, vamos deixar isso claro! Nessa cena a Nanda faz isso tudo, viaja, se sente livre, mas no final ela sente a falta do ex. Tem mulheres que dão conta de ter filho e trabalhar o tempo inteiro, tem outras que não dão conta, tem outras que são felizes sozinhas e outras que precisam ter alguém no lado. Não tem receita! Sobre o empoderamento no espetáculo vemos que as mulheres estão em cena dizendo o que verdadeiramente desejam: as conquistas, as frustrações, os medos. Porque também somos frágeis e esse movimento de empoderar-se nos colocou em um lugar que temos que ser fortes o tempo inteiro e essa é uma realidade. Mas somos frágeis, como o cara do lado é, como o nosso pai, como o nosso irmão. Eles podem até esconder isso porque foram criados para não demonstrar, mas todo mundo é frágil em determinados momentos e aqui abrimos o jogo para isso. Transformamos as cenas em um bate papo e que aproxima muito do público.

Voto da Minerva: Sentem diferença na carreira de vocês entre atrizes e atores?

Mariana Borges: Machistas existem em qualquer lugar. Homens machistas e mulheres machistas, o que é pior. Mas a gente sofre mais em relação ao assédio do que em relação a preconceito.  É muito desagradável, mas aprendemos cada vez mais a colocar limites.

Mariana Moreno: Ainda é difícil você encontrar textos com mulheres fortes, com personagens femininos importantes. Mas isso é uma coisa histórica e acho que isso a pouco a pouco vai mudando. Ainda bem que fazemos parte dessa mudança!

Uma das falas que mais chama atenção na peça é: “Nós temos passado e futuro… Pra que eu vou ter medo agora?!”, personagem da Mariana Moreno. Vale refletir sobre isso. Medo temos, mas precisamos seguir! O que não dá é ficar parada. Vai nessa, miga! =)

 

E foi assim que encerrou o espetáculo, com a música Mulheres (sexo frágil) de Erasmo Carlos:

“Dizem que a mulher é o sexo frágil

Mas que mentira absurda!

Eu que faço parte da rotina de uma delas

Sei que a força está com elas”

 

Até a próxima =)

 


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