Por Cindi Emanuele,

“Para escrever memórias é preciso ter vivido”. E foi isso que Zélia Gattai Amado fez: viveu suas próprias histórias, que podem ser comemoradas em seu centenário, exatamente hoje, 2 de julho de 2016.

“Zélia sabia falar cinco idiomas. Além do português, tinha na ponta da língua o inglês, o italiano, o francês, o espanhol e algumas coisas do russo. Em Salvador, gostava de passear entre os bairros. Sorvete era na Ribeira. O Parque da Cidade, na Pituba, e Dique do Tororó, no Centro, rendiam boas caminhadas.” No depoimento da neta Maria João, entendemos que Zélia era do mundo e Salvador sua paixão.

Quem já esteve na Casa do Rio Vermelho conhece uma linda história de amor. Os azulejos coloridos, o jardim regado a ares limpos, as fotos que recriam as belas histórias vividas por ela e Jorge, fazem com que sintamos vontade de ser parte da família.

Porém, Zélia foi acima de tudo, guerreira. Cuidou da família, escreveu seus livros – muitos considerados de memórias – e ganhou seu lugar na Academia Brasileira de Letras por ser uma mulher que se preocupava com a história e por ter mostrado em seu tempo o que era o poder feminino. Aos 63 anos lançou seu primeiro livro, mas ao longo desses 63 lançou seu perfume, suas falas, criou uma família, construiu uma linda história de amor e recriou a forma de ser mulher.

Um Viva a Zélia Gattai Amado!

Centenário - Zélia Gattai Amado

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