Por Suely Barbosa,

Quero levar ao conhecimento de todas, o quão foi minha alegria com o convite para participar deste blog, ao ser apresentada a idealizadora do mesmo pela colaboradora Márcia Brandão, a quem quero expressar a minha gratidão.
A priori confesso que pensei: o que falar sobre EMPODERAMENTO FEMININO.

Pois bem, nunca na história da humanidade, ouvimos falar tanto nesta palavra Empoderamento, muito menos feminino. E, recentemente (2014), tive a grande oportunidade de fazer o curso Professional & Self Coaching, no qual, ouvi pela primeira vez de forma intensa, este termo e, pela ênfase dada durante o decorrer do curso, senti a curiosidade de pesquisar o verdadeiro significado, que até então, para mim seria mais um “modismo linguístico”, que, como qualquer moda, depois de algum tempo perde o encanto de tanto ser usada. Mero engano!!!

Para minha surpresa descobri que esta palavrinha mágica – EMPODERAMENTO – foi definida, pelo meu ilustre conterrâneo Paulo Freire, apesar da mesma já existir na língua inglesa como Empowerment (“dar poder”), este, muito usado na terminologia corporativa, mais precisamente em Recursos Humanos. Dizia ele, “pessoa empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer”. Podendo se estender a este conceito palavras como: conquista – avanço e superação por parte daquele que se empodera ( sujeito ativo do processo).

Não faz tanto tempo assim, esta ideia de empoderamento era pouco comum no nosso mundo feminino, e minha experiência profissional tem demonstrado isto.
Vivíamos num mundo onde a maior parte das mulheres não se valorizava como devia, subestimávamos nossos talentos, questionávamos nossos valores, hesitávamos em aceitar novos desafios porque éramos convencidas de que não tínhamos recursos suficientes para aceitá-lo. O nosso potencial nos assustávamos mais do que era o desafio. No nosso mundo pessoal, vivíamos com uma rã dentro do poço – tão pequenas, limitadas e tão alheias ao todo. Graças as mudanças (de pensamento e ações) as mulheres vem cada vez mais ultrapassando e superando os seus limites, aceitando seu “Eu” ilimitado, interagindo vitalmente com o universo (também ilimitado).

Aprendemos a ter coragem para enfrentar nossos obstáculos, aprendendo que o espírito humano tem o poder de se erguer acima das incertezas. Descobrimos que podemos dirigir a nossa história, moldar nosso meio e dar novas formas às nossas vidas.

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Suely Barbosa é psicóloga organizacional e clínica cognitiva comportamental.Conviveu com a escuta de reiteradas dificuldades encontradas pelas mulheres.Entende que, somente quando compreendermos nosso real valor como ser humano singular, poderemos começar a desenvolver um senso de dignidade por nosso lugar na VIDA.

 

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