Por Thais Souza,

Essa semana foi um rebuliço, a eleição do país mais poderoso, os Estados Unidos da América. Algumas de nós nos chocamos com o resultado e agora são vários os questionamentos. O que será que vai acontecer nos próximos 4 anos?

E, papeando com uma das nossas leitoras mais assíduas, Laissa Medrado, chegamos a conclusão que deveríamos escrever sobre o assunto e daí a convidei, é claro. Ela escreveu uma crônica sobre o assunto, um texto que vai cutucar você e queremos a sua opinião. E já sabe, esse aqui é um espaço seu, leitora, também queremos muitas outras participações. É só escrever!

Confira:

As eleições presidenciais nos Estados Unidos aconteceram no inicio desse Novembro Azul, em um ano marcado por grandes reviravoltas no cenário político brasileiro com crises morais, econômicas e institucionais que abalaram o país. Aqui, o impeachment da primeira presidente do Brasil, do lado de lá, uma dualidade de ideais cujos gêneros eram o de menos. A sucessora democrata a assumir o mandato de Barack Obama era Hilary Clinton, muitos temiam que ela admitisse o mesmo modelo de gestão governamental do seu ex marido e amadrinhasse os erros cometidos pelo seu antecessor.

Quando as urnas foram abertas, parecia a caixa de Pandora para aqueles que defendiam a diversidade e o empoderamento das minorias, todavia fora uma pulseira de berloques para os nostálgicos republicanos que elegeram Donald Trump presidente. Seus discursos afloraram conceitos tradicionais negativos para todo mundo, exceto aos intolerantes que repugnam a globalização. A instabilidade econômica ameaçou toda a comunidade internacional, os eleitores americanos tinham acordado e os tigres asiáticos estavam em jaulas das suas tradicionais bolsas de valores eficientes.

Mas o que há além do arco íris? Vale a pena pensar que a democracia é composta por ignorantes ou desejam uma reforma política consciente sem conhecimento de ciência política? Nem com truques de mágica que o marketing pode promover, Hilary conseguiria disfarçar os escândalos envolvendo o seu sobrenome. Seu inquestionável profissionalismo não fora protagonista nesta estrada de tijolos coloridos, a maior parte da população (diferença ínfima na acirrada votação) acreditou que, no final, não haveria um castelo de preciosidades, mas, sim, um ilusionista charlatão ameaçando os personagens do seu lindo sonho americano.

Nunca acreditei em empoderamento das minorias, alguns que leem podem achar uma hipocrisia estar escrevendo isso em um blog sobre empreendedorismo feminino. Muito embora, tenho exemplo em casa de que o vitimismo não alimenta seus sonhos nem constroem um futuro justo.

Who Run The World? Girls!” é promovido com roupas escandalosas e rebolados promíscuos para chamar a atenção. Canções como esta precisam ser discutidas em família, debatidas em ambiente educacional, desenvolvidas políticas publicas e pesquisas científicas. ‘Elas precisam persuadir o mundo para construir uma nação’ é uma estrofe da mesma canção da norte americana Beyonce, fui uma das milhões de visualizações do seu vídeo cantando em uma convenção da ONU (Organização das Nações Unidas)I Was Here – para constatar que ela é uma diva inspiradora, um exemplo, sem precisar de apelos feministas. Acredito que, tanto no Brasil quanto nos EUA, precisamos de seres humanos capazes de maravilhas que transformem o mundo. Seriam Marina Silva e Michele Obama as próximas a bater os calcanhares com sapatinhos de rubi?

Sou uma Minerva e esse é o meu voto.

 

 

 

Laissa Medrado: administradora, empreendedora, pesquisadora. Generalista em negócios que criou em 2016 – uma consultoria de transformação (LaMedrado Projects), uma startup de tecnologia (Oz Innovations Company) e um portal de projetos sustentáveis (Jasmim).

 

Grata, Laissa. Seja sempre bem vinda!

 

Até mais =)